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#03 – 24 de Nov

Organização
A Consulta Pública promovida pela Comissão de Meio Ambiente da 136ª Subseção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), no Teatro Municipal sebastianense, que tinha como tema a “Adequação do Projeto de Ampliação do Porto de São Sebastião”, atraiu a atenção por retomar a discussão de um tema sensível à região. No entanto, uma das coisas que se destacou foi a organização do evento realizado nessa quinta-feira (23). Por ser promovido pela OAB, muitos esperavam algo mais formal e com liberdade de participação. As diversas interrupções na fala de participantes pelos organizadores geraram críticas dos presentes. A condução ruim do evento chegou a transparecer falta de seriedade a ocasião, que trouxe um tema pertinente e de interesse da população local.

Disposição
Chamou também a atenção a presença na Consulta Pública, de vários representantes do Ministério Público. O órgão, que chegou a questionar a natureza do evento, mostrou empenho nas manifestações que levaram contestar os avanços e esforços da Companhia Docas de São Sebastião (CDSS) em adequar o projeto de ampliação. Para alguns ficou a expectativa que o MP demonstre a mesma disposição em assuntos ligados ao saneamento básico da cidade, e que entenda ser também uma demanda prioritária.

Hora-extra
A Consulta Pública para apresentar adequação do Projeto de Ampliação do Porto de São Sebastião ficou no fim, sendo um evento com mais perguntas do que respostas. Isso porque foi estabelecido pela organização do evento que os presentes poderiam fazer perguntas à Docas, que no fim a Companhia iria responder. Porém, as constantes interrupções, saudações que passaram do tempo proposto, e explanações que não apresentavam qualquer questionamento, consumiram todo o tempo. Quando acabaram de apresentar todos os questionamentos, a organização do evento informou a platéia que não haveria tempo para respostas. Isso porque os funcionários do Teatro não poderiam esperar, já que o horário de expediente deles já havia expirado, e os mesmos não ganhariam hora-extra.

Saldo
A Consulta Pública proposta pela OAB mostrou que os ambientalistas ainda estão céticos quanto as intenções do Porto de São Sebastião. Quanto a Docas, e seu novo presidente, Marcelo Rodrigues, perceberam os apontamentos que ainda persistem e que terão que responder. Aliás, a falta de tempo para o Porto se pronunciar e responder as dúvidas da platéia foi algo que a organização da OAB não calculou, e que acabou criando expectativas. Cabe à CDSS tomar a iniciativa para o fomento de debates, e explanarem com melhor trato e menos terminologias técnicas, as questões referentes aos impactos do empreendimento. À OAB ficou uma experiência que revelou certo despreparo na condução de eventos do tema, e a necessidade de apresentar uma postura mais flexível e com bom senso.

Natimorto
A informação dada pelo MP de que a Justiça já tinha anulado todo o processo de licenciamento do projeto de ampliação do Porto de São Sebastião fez alguns questionarem a relevância do evento que tinha como proposta apresentar as adequações no projeto atual do Porto. O consenso é que se houver manutenção dessa decisão, a atual proposta das Docas é um projeto natimorto – que já nasce sem vida. Porém, vale lembrar que o processo ainda está em curso, e cabe recurso.

Teimoso
O vereador de São Sebastião, Edivaldo Pereira Campos (PSB), que também é portuário, pediu respeito ao Porto e que não se descarte os esforços das Docas em regularizar o projeto. O parlamentar cita o índice de desemprego na cidade, que segundo o prefeito atinge 10 mil pessoas. Teimoso relembrou a lei aprovada na Câmara Municipal que obriga o mínimo de 70% de mão de obra local nas obras da construção do Contorno. “Com isso de 1.500 trabalhadores, cerca de 1000 são da região, são das cidades de São Sebastião, Ilhabela e Caraguá”. Outra observação do vereador foi a importância para a Academia – em que alunos da Etec e Fatec não apenas realizam estudos de caso, como também vêem no Porto um futuro mercado de trabalho.

2 Comentários

  • Bom dia ao “Autor Jornalismo” que escreveu a matéria.
    Venho por meio desta dizer que respeito mas não compartilho e nem concordo com muito do que foi dito na matéria. O que observo é uma matéria parcial, tendenciosa e politica. Não tenho certeza mas imagino a quem queira agradar ou favorecer. Não é a primeira vez que vejo isso acontecer. Esse tipo de lamentável atitude beneficia alguns em detrimento da População de São Sebastião. O enfoque principal do VERDADEIRO Jornalista é levar ao público a informação clara e imparcial de uma situação ou um fato. Na matéria procuram denegrir a organização do evento e EXALTAR o Ministério Público. Não é a primeira vez que vejo isso acontecer e sei qual o resultado de tudo isso. Quanto ao evento, de acordo com a organização, fori estipulado um tempo para cada situação, sendo que após a apresentação do Projeto pela Docas, estávamos dentro do tempo previsto para perguntas (objetivas e diretas), 1 minuto e 3 para respostas. No entanto os os Representantes do Ministério Público Federal e Estadual aos invés de perguntar, resolveram discursar sobre a Sentença Judicial que anulou a Licença ambiental obtida pela Cia Docas, e esses discursos consumiram aproximadamente 30 minutos do tempo em total desrespeito à organização e aos principais interessados, que eram as pessoas que haviam se inscrito para fazerem seus questionamentos. Após ouvir todos os questionamentos não houve tempo para as respostas por conta do horário que já passara das 22:10, sendo que o Teatro fecha as 22:00 (ordem da fundação que administra o Teatro). Por conta disso realmente, muitos questionamentos não puderam ser respondidos, mas o principal causador desse problema foram os Representantes do Ministério Público, que volto a repetir, em total desrespeito à Organização do Evento e principalmente ao público presente resolveram discursar sobre a ação judicial e a sentença proferida. Não há dúvida, a matéria é parcial e tendenciosa. Informo que como Presidente da Comissão de Meio Ambiente vou procurar sempre buscar o melhor na promoção de informação, debate, transparência e participação e muitos outros eventos serão realizados, e se você “Autor Jornalismo”, continuar com esse pensamento hipócrita, parcial e tendencioso, é melhor rever seus conceitos, porque para mim, São Sebastião está acima de todo o dinheiro, poder e influência política que você “Autor Jornalismo” recebe para fazer essa ridícula, parcial e tendenciosa matéria. Já estou calejado por tantas situações que passei muito parecidas como esta, de tanto ver o dinheiro, poder e influência política e da própria mídia distorcer situações e fatos para enaltecer e beneficiar alguns ou alguém em detrimento de uma maioria. Só tenho a lamentar. Parece que você não aprendeu com os diversos erros do passado…

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