Esportes

Canoa Havaiana: Um esporte para deixar vaidades e egos de lado

Fotos: Divulgação

Grupo de São Sebastião tem representado a cidade em competições oficiais

Por Josiane Bittencourt, de São Sebastião

Inicialmente utilizada pelos povos polinésios como meio de transporte entre as ilhas e com a intenção de colonizar novas terras na região Polinésia, a Canoa Havaiana chegou ao Brasil no final do ano 2000, em Santos. Reconhecida pelo Ministério do Esporte como modalidade esportiva, a prática tem atraído adeptos de várias idades.

Em São Sebastião, por exemplo, um grupo de amigos começou a pratica da atividade física como em uma brincadeira no Padle Clube de Ilhabela e hoje já encara competições realizadas em todo o Brasil, levando o nome da cidade ao pódio da modalidade.

A funcionária pública, Geórgia Michelucci, é uma das integrantes desta equipe que há dois anos pratica a atividade. Segundo informou, desde que começou a praticar só tem encontrado benefícios para o corpo e para a mente. “Os benefícios são inúmeros que vão desde o espiritual, psíquico e físico. Quando você pratica a canoa havaiana sente-se conectado com a natureza e é uma sensação inexplicável”, disse.

Geórgia faz questão de dizer que os benefícios da prática desta atividade faz ativar várias sensações e funções no organismo que só têm trazido boas energias para ela e aos integrantes de sua equipe. “Além disso, você tem de deixar o ego de lado porque não adianta você ser o mais forte, os seis remadores precisam ter o mesmo ritmo”, explicou.

Segundo ela, a canoa é um esporte muito importante para a inclusão também. “O que posso dizer é que antes da canoa ser um esporte é um meio de transporte que tem um formato e design voltado para ter o melhor desempenho com menos desgaste. Então, qualquer pessoa pode aprender. É totalmente inclusiva, pode ir um idoso ou uma criança. O propósito é o sincronismo mais do que remar forte”, destacou.

Entre os planos futuros da atleta está uma viagem para o Amazonas. “Estamos programando para um grupo de canoístas ir em junho fazer a descida de Santarém até Belém, no Amazonas, são mil quilômetros de remada”, planejou.

Conquistas

Nas provas de 2017, Geórgia e sua equipe já garantiram o pódio em praticamente todas as participações.

No 14º desafio Volta à Ilha de Santo Amaro de Canoas Havaianas, a equipe que conta com os sebastianenses Geórgia Michelucci, Robson Bitencourt (Toko) e Ubiratan Mourão, o Bira, e é formada por representantes de cinco cidades do país São Sebastião e Santos (SP), Salvador (BA), Vitória (ES) e Brasília (DF), conquistou a 3ª colocação na Categoria Open Mista concluindo o desafio – considerado um dos mais longos do mundo na modalidade – em 7 horas e 9 minutos.

Já em Ilhabela, no Aloha Spirit o time de Ilhabela conseguiu a segunda colocação depois de 35 quilômetros de remada.

Deixe um Comentário

O Tamoios News isenta-se completamente de qualquer responsabilidade sobre os comentários publicados. Os comentários são de inteira responsabilidade do usuário (leitor) que o publica.

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.