Litoral Norte Verão

Cães são proibidos nas praias, mas na região…

Fotos: Ivânio de Abreu/TN. Praia de Barequeçaba na última sexta-feira (5), vários animais aproveitaram o fim de tarde

Animais na praia podem avançar em pessoas e existe também a questão da higiene

Por Raell Nunes

Cristal é uma bela cadelinha da raça chiuaua que gosta de brincar na casa alugada pela turista paulistana Eliana Gomes de Araújo, 43, para passar alguns dias do Verão. A residência está em Ubatuba, na Praia Grande, aproximadamente 200 metros do mar. A dona do animal diz que sente tristeza em deixá-la presa numa coleira, entre a porta da frente e o portão.

Mas a atitude de Eliana está conforme a legislação da cidade; ela está consciente disso. “Fico chateada em levar minha ‘filhinha’ à praia, mas é o jeito. Sei que minha vontade de levar ela é grande, mas pode atrapalhar a liberdade dos demais e ainda existe lei e multa.”

 

Se qualquer pessoa for flagrada em uma fiscalização – que as prefeituras do Litoral Norte prometeram intensidade – em Ubatuba, por exemplo, pode pagar uma multa que varia de R$ 220 a R$ 1,6 mil, sendo que o infrator tem 10 dias para recorrer.

Em São Sebastião a lei é clara: a presença de animais na praia é proibida. Há diversas placas na região informando que levar os bichinhos ao mar é ilegal. Em caso de flagrante, o número para denunciar é 153 do Centro de Operações Integradas (COI), que imediatamente aciona a fiscalização ambiental – responsável pela ação nas praias. A multa pode chegar a R$ 600.

Em Caraguatatuba a legislação também é válida e a multa tem variação de 50 a 1 mil VRM’s (Valor de Referência do Município). Um VRM equivale a R$ 3,35, ou seja, as penalidades estão entre R$ 167 e R$ 3.350. O infringente pode até prestar serviços à comunidade, mediante a veiculação de mensagens educativas.

Sendo contrário ao pensamento de que os bichos não podem ir à praia, Matheus Barbosa, 28, diz que os animais são parte da natureza e, portanto, merecem espaço. Ele afirma que considera seu cachorro mais limpo que muitos humanos.

“Tem muito ser humano que é mais porco que meu cachorro. Ele (o Bill) é mais limpo e não maltrata ninguém. O cão é meu amigo e precisa estar comigo quando saio. Preso ele pode sofrer acidentes e se ferir. E aí, quem paga a conta?”.

Fato é que alguns cães e gatos na praia – principalmente os abandonados – podem avançar em pessoas e existe também a questão da higiene. As fezes dos animais transmitem doenças, como bicho geográfico e toxoplasmose. O animal pode se prejudicar: pegar doenças como a dirofilariose (verme do coração) e a leishmaniose.

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