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Cuidados com embarcações: precauções no abastecimento e manutenção

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Por Leonardo Rodrigues

 

Os turistas e moradores lotam as praias do Litoral Norte durante o Verão, e dividem espaço não apenas nas areais, mas também no mar. Nesta época do ano, a procura pelas marinas da região, e o trânsito de embarcações são intensos. Por isso, o Tamoios News procurou profissionais que atuam no mercado marítimo e traz algumas recomendações para quem possui, ou apenas utiliza embarcações.

Alguns cuidados se mostram necessários para se evitar acidentes. Um exemplo ocorreu no último sábado (30/12), quando uma lancha pegou fogo no Rio Una, no bairro Barra do Una, na Costa Sul de São Sebastião. Segundo o Corpo de Bombeiros, não houve feridos. A embarcação afundou após ser consumida pelo fogo.

O incidente atenta para a prevenção quanto às embarcações a gasolina. Arnulpho Santos, comodoro do Iate Clube de Barra do Una, considera que uma das possibilidades para o incidente do último sábado, possa ter sido a presença de vapores de gasolina no porão da embarcação – onde fica o motor. Segundo ele, em alta temperatura, os vapores do combustível pode propiciar uma fagulha – o que seria suficiente para um incêndio.

“É preciso tomar cuidado. Quando o barco fica muito tempo no sol, parado em passeio, as vezes no porão pode aparecer esses vapores do combustível”, ressalta.

Segundo Santos, uma recomendação que pode ser adotada é verificar e acionar o sistema de exaustão no motor, se a embarcação dispor, após o abastecimento. “Mas na maioria dos casos esses barcos a gasolina não tem exaustão. Um cuidado que se pode tomar é após o abastecimento abrir a tampa do porão por uns 10 segundos, antes de ligar o barco. Só para dar tempo para sair os vapores”, alerta.

Cuidado redobrado – Marcos Herr, proprietário da Marina Igararecê, alerta que tudo que envolve embarcação a atenção precisa ser redobrada. “O ambiente do mar é muito cruel. É preciso ter cuidado para não ter algo que é associado ao lazer, ser transformado em um trauma por uma experiência ruim, negativa”, comenta.

Herr destaca a importância na qualidade do combustível. “Nós usamos algo próprio para o setor. Mas há quem compra, principalmente para pequenas embarcações, em postos na rua, e levam a gasolina em galões. O que é perigoso e proibido”.

Questionado sobre o preço do combustível para barcos e lanchas, Herr admite que o preço é maior que o comercializado para automóveis. “O custo alto é em função da estrutura do posto, e o volume menor comercializado se comparar com os postos tradicionais de carros”, comenta.

Ele atenta também que os proprietários de embarcações devem cuidar para o combustível não envelhecer no tanque, perdendo assim qualidade. “Há quem relembra dos cuidados com o barco só no fim do ano, próximo das datas das férias. Tanto a gasolina, como o óleo diesel podem envelhecer no barco, e isso é perigoso”, diz.

Uma recomendação na hora de abastecer é manter a embarcação desligada. “Sei que em muitos casos o próprio dono da embarcação quer abastecer, mas no posto da nossa marina há um funcionário – o frentista, que se responsabiliza por essa operação. É um cuidado a mais”, avalia.

Marcos Herr recomenda manutenção, da parte elétrica e também mecânica, no mínimo a cada seis meses. Assim, as chances de algum imprevisto, ou mesmo incidente se tornam mínimas.

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