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Drenagem está nos planos da Secretaria de Meio Ambiente de Caraguá

Foto: Juliane Zapparoli

Em entrevista exclusiva, secretário faz balanço das ações e expõe o que será feito nos próximos meses

Por Juliane Zapparoli, de Caraguatatuba

Dando sequência à série de entrevistas com os secretários de Meio Ambiente do Litoral Norte, o Portal Tamoios News entrevistou o titular da pasta em Caraguatatuba, Marcel Luiz Giorgetti.

Entre os assuntos comentados durante a entrevista estão a coleta seletiva de lixo no município, que deverá ser implantada em breve. Tal tema tem despertado muitas dúvidas na cidade.

Além disso, o secretário de Meio Ambiente também abordou os principais projetos em andamento, licenciamento ambiental, drenagem e resíduos. Confira os principais trechos da entrevista.

Tamoios News (TN) – Quais foram as principais ações feitas pelo meio ambiente de janeiro até agora?

Marcel Luiz Giorgetti (MLG) – Desde o primeiro dia, nós tínhamos o plano de 100 dias e o plano do primeiro ano. O nosso projeto dos 100 dias era organizar a secretaria, colocar dentro dos nossos padrões, dando continuidade aos trabalhos, avaliando os projetos que já existiam, implantando nossas ideias e sistematizando da forma da atual gestão. Os 100 dias foram de adaptação.  Nós tivemos alguns projetos em andamento. Do começo do ano para cá, nossa equipe não parou de trabalhar. Estamos nos organizando bem, tivemos um começo de gestão turbulento porque houve vários desastres naturais (chuvas, ventos), isso exigiu demais da equipe, além do que já estávamos fazendo.

TN- Quais são os projetos até o final do ano?

MLG – Hoje, o projeto mais importante é o enrocamento da barra do rio Juqueriquerê, que prevê a instalação de uma barreira fixa, provavelmente será uma estrutura de pedra, que é o material que estamos ganhando. É um projeto muito grande, que precisa de mais ou menos um ano para ser estudado, nós temos uma divisão só para este. Há um projeto de drenagem do município, já tivemos um produto entregue na região norte, que foi financiado pelo Fehidro (Fundo Estadual de Recursos Hídricos), elaborado pela Fundespa (Fundação De Estudos e Pesquisas Aquáticas) de macro e microdrenagem. Temos o projeto de fazer o mesmo na região sul. Estamos com quatro projetos protocolados no Fehidro, para arrecadação de verba para a drenagem da região central e região norte. Temos a implantação do Parque Rio Juqueriquerê. Hoje nós somos conveniados com a Secretaria Estadual de Meio Ambiente e podemos fazer o licenciamento ambiental. Caraguá é a única cidade do litoral paulista que é autorizada a licenciar empreendimentos de médio baixo impacto, já outros municípios têm que licenciar pela Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo), o que é muito mais demorado e burocrático. Nossa equipe vem fazendo um trabalho intensificado de fiscalização dos quatro entrepostos de pesca, além de fechar uma parceria com a Polícia Civil para realizar fiscalização ambiental e resolver reclamações de munícipes orientando a população. Fechamos também parceria com colégios particulares e com o Parque Estadual da Serra do Mar

TN – A Secretaria está com um projeto para implantar a coleta seletiva e em algum lugar instalar a compostagem?

MLG – Caraguá tem duas cooperativas de recicláveis: a Pegorecicla e Maranata, porém hoje este trabalho não é suficiente, eles não estão conseguindo atender a demanda do município. Então estamos com um projeto provisório. Antes que saia o produto final da coleta seletiva, de contratar, pelo período de um ano, uma empresa para fazer este trabalho. Com isso, a cooperativa só vai receber os produtos recicláveis. O trabalho da coleta seletiva está muito amador. Nosso intuito é fazer com que a cidade tenha um trabalho de coleta seletiva efetivo. O real interesse é a questão sócio-ambiental e financeira para o município, porque vai reduzir significativamente em até 50% a quantidade de resíduos que sobe a serra. Estamos também com um projeto de implantar um lugar para fazer a compostagem, além de instalar ecopontos e PEV’s (Pontos de Entregas Voluntárias) hoje temos apenas um PEV, mas ele está todo danificado e não é funcional. Após realizar as audiências públicas e quando a coleta seletiva começar vamos divulgar e ensinar a população sobre a importância da coleta seletiva. E tenho certeza que os munícipes vão contribuir muito.

TN- Hoje no município não existe nenhum ecoponto, como o cidadão faz com o resíduo de construção civil?

(MLG) – Como hoje não há nenhum ecoponto, se a pessoa tiver algum material de resíduo de construção tem que contratar uma caçamba e depois tem que descartar esse resíduo em algum lugar. Temos um projeto de implantar alguns ecopontos onde o morador poderá deixar até 1 metro cúbico de resíduo.

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