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Apesar de possuir rede de esgoto, cerca de 30% de Paúba não está conectada

Fotos: Ivânio de Abreu/TN. Residência sendo conectada a rede coletora de esgoto

Das 550 casas na área formal, 150 ainda não se conectaram a rede

 


Por Ivânio de Abreu

O saneamento básico é algo muito questionado no Litoral Norte. São Sebastião tem bairros que sofrem com a falta do serviço, como é o caso de Maresias – um dos mais badalados do município, que aguarda pelo saneamento há mais de 20 anos. Mas isso não é a realidade de todos os bairros.

Em Paúba, também na Costa Sul sebastianense, é considerado ‘universalizado’, ou seja, possui 100% de água tratada e 100% de recolhimento do esgoto. Porém, apesar da situação atual, das 550 casas em área formal, 150 ainda não se conectaram a rede. Isso corresponde a 27,3% de residências não conectadas à rede da Sabesp.

Segundo o comerciante Roberto Almeida,55, que nasceu em Paúba, sua casa tem o serviço conectado. “Aqui funciona a ligação feita pela Sabesp, é melhor assim, evita qualquer dor de cabeça”, diz o morador.

Manoel Antônio da Silva, 65, mora no bairro há mais de 15 anos, e realizava a conexão da rede de esgoto a uma residência na tarde dessa segunda-feira (5). Para ele a ligação é melhor do que ter uma fossa.

“Já se foi o tempo de usar fossa, mas agora com a Sabesp facilitou tudo. Ainda mais quando chove aqui, enche de água tudo e fica escorrendo na rua. Por isso acho melhor usar o serviço disponível”, ressalta.

Estação de tratamento no bairro de Paúba, inaugurada em 2016

Os dados passados pelo Superintendente da Sabesp na região, José Bosco, 61, apontam que no bairro cerca de 70% da população está conectada.

“É uma incoerência você ter um bairro que tem 100% de água, 100% de esgoto e ainda ter pessoas resistentes, a não fazer a ligação”, considera Bosco.

Segundo o superintendente existe um trabalho conjunto entre a empresa e as Prefeituras para que em locais que disponibilizam a rede, as pessoas se conectem.

“Primeiro a Sabesp encaminha uma notificação ao proprietário, caso não seja atendida, um relatório com as residências é enviado a Vigilância Sanitária que da um prazo para a regularização. Caso o dono da residência não se adeque está sujeito a pagamento de multa. Se após tudo isso, ainda não exista o ligamento a rede, a Sabesp entra no Ministério Público”, alerta.

Convênio – Mas apesar desse trabalho em conjunto, Bosco diz que o convênio entre a empresa e a Prefeitura está sobre ajustes. Porém, garante que as negociações estão avançadas e devem prosseguir.

“Nós fizemos uma proposta e tenho certeza que a renovação do contrato será efetivada”, diz otimista.

Vizinho – Já quanto ao bairro vizinho de Paúba – Maresias, para que a obra no bairro tenha sequência, é necessária a renovação do contrato.

“Ao renovar o contrato, a primeira obra estabelecida no cronograma é Maresias. Isso já está acertado” garante Bosco.

A Prefeitura de São Sebastião afirma que em relação ao saneamento em Maresias, o contrato com a Sabesp está encerrado em todo o Litoral Norte.  O Governo Municipal confirma que está em negociação com a concessionária, e aguarda a apresentação do cronograma de investimentos para São Sebastião.

Recentemente o saneamento básico deficitário nas quatro cidades do Litoral Norte foi tema de uma reunião extraordinária do Comitê de Bacias Hidrográficas do Litoral Norte (CBH-LN).

Certo é a necessidade de investimentos, mas também de consciência de todas as partes. De acordo com a Organização Mundial de Saúde, a cada R$ 1 investido em saneamento, R$ 4 são economizados na área da saúde.

 

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