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Após polêmica, Universidade reabre estacionamento sem cobrança

Foto: Afonso Henrique/ Divulgação

Segundo a instituição, a ação é para que os alunos possam se programar durante o mês de fevereiro para a mudança no serviço de estacionamento, que será terceirizado

 


Por Adriana Coutinho

A cobrança do estacionamento do Centro Universitário Módulo Campus Martin de Sá que começou no retorno das aulas na segunda-feira (5), já foi suspensa no início da noite de quinta-feira (8).

O aluno do sétimo semestre de Direito, Francisco Pereira Cunha Neto, 34, conta que quando os estudantes chegaram ontem, para as aulas, os portões do estacionamento estavam abertos e sem cobrança.

“No primeiro dia de aula, na segunda-feira (5), já havia a empresa terceirizada para cobrar o estacionamento e ninguém sabia de nada. Não teve nem um comunicado e nem reunião da faculdade com a gente sobre o assunto. Aí comecei o movimento, envolvendo alunos dos períodos matutino e noturno de Direito e outros cursos que posteriormente se uniram para podermos debater a questão. Divulgamos para a mídia regional e nas redes sociais. Não achamos errado, apenas não fomos informados. Foi levantado tudo sobre a empresa e obtivemos informações que ela está irregular. Acreditamos ter sido este o motivo da suspensão da cobrança do estacionamento. Estamos aguardando para saber detalhes”, relata Neto.

Entenda o caso – No primeiro dia de aula, a cobrança do estacionamento foi instituída, sem que os alunos fossem avisados. Um grupo de estudantes buscou informações sobre a legalidade do ato. Representantes do Procon de Caraguatatuba e do Centro Universitário Módulo estiveram reunidos na terça-feira (6), para discutir os valores cobrados.

Para o Procon “a questão da cobrança é um assunto delicado em função do inconformismo dos alunos, já que o Centro Universitário Módulo não tinha o costume de taxar o serviço, mas a cobrança não é considerada ilegal”.

O Procon de Caraguatatuba solicitou uma redução no valor, ou um prazo maior para começar a fazer a cobrança.  A faculdade pediu 20 dias para analisar a solicitação do órgão de defesa do consumidor e dar o retorno.

O outro lado – Segundo a instituição de ensino superior, a terceirização se deu devido às ocorrências de furtos e riscos dos veículos dos alunos, que culminaram com ações cíveis de ressarcimento pelos prejuízos. O valor cobrado era abaixo do praticado no mercado (período de 4 horas a R$ 1,50/h; 5 horas a 1,20/h; período de 4 horas/mês a R$ 1,14; período de 5 horas/mês a R$ 0,91).

Por meio de suas redes sociais, na noite da reabertura do estacionamento, quinta-feira (8,) a instituição se manifestou: “Para que os alunos do Centro Universitário Módulo possam se programar para a mudança no serviço de estacionamento, que será terceirizado, a instituição informa que não haverá qualquer cobrança adicional no mês de fevereiro a partir de 08/02/2018. Lembramos que a terceirização do estacionamento tem o objetivo de controlar e regularizar o uso do espaço, oferecendo melhor serviço aos usuários, além de proporcionar o seguro dos veículos e pertences”.

A reportagem entrou em contato com a assessoria de comunicação da instituição, mas até o fechamento desta matéria não houve resposta.

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