Caraguatatuba Legislativo

OAB quer que MP apure áudio com conversa entre dois vereadores  

Vereador afirma não ter certeza de que, as possíveis demissões, foram uma retaliação ao seu trabalho  

A 65ª Subseção da OAB de Caraguá solicitou ao Ministério Público do Estado de São Paulo, que apure a veracidade e o conteúdo de um áudio que está circulando nas redes sociais, envolvendo dois vereadores da cidade.

No áudio, o vereador Ceará reclama ao líder do prefeito, Fernando Cuiú, de possíveis  demissões de seus aliados pela prefeitura.

Segundo consta, as possíveis demissões, teriam sido motivadas pelo fato de Ceará ter votado contra o parecer do TC(Tribunal de Contas), que rejeitou as contas de 2004, do então prefeito Antônio Carlos.

A votação terminou em 10 votos favoráveis ao parecer e, cinco contra, decisão que tornou o ex-prefeito inelegível por oito anos.

A OAB entende que as denúncias de contratações de servidores, conforme aponta o áudio, estaria contrariando a Constituição federal.

Ceará

Vereador Ceará não tem certeza das demissões e nem de possível retaliação

O vereador Ceará confirma a veracidade do áudio. Segundo ele, quando soube das possíveis demissões teria ficado muito irritado, por isso, cobrou explicações de Cuiú.

“Não posso dizer que foi uma retaliação, porque sei, que existe um TAC(Termo de Conduta) entre o MP e a prefeitura para a redução de servidores. E, tudo indica que o prefeito está procurando cumprir esse TAC”, disse Ceará.

Ele não soube informar se as demissões foram concretizadas.

Segundo ele, o vereador tem que ter a liberdade de expressar seu voto, mas que a pressão sempre foi muito grande sobre o parlamentar.

“Na época do Antônio Carlos, passei pela mesma situação quando votei contra um remanejamento de verba. Na ocasião, muitos simpatizantes meus, que trabalham na prefeitura receberam recadinho de possível demissão devido ao meu voto”, contou.

Ceará também disse discordar, em parte, da denúncia feita pela OAB ao MP. Segundo ele, a OAB não foi isenta.

“A OAB deixou de citar todos os nomes que aparecem na gravação, entre eles, os dos vereadores  Duda e Flávio e o do assessor parlamentar Juarez Pardim. Se é para apurar, que apurem todos os citados”, disse.

Procurado, o presidente da Câmara, Tato Aguilar, não comentou o assunto. A prefeitura informou que não irá se manifestar sobre o caso.

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