São Sebastião

Associação discute recifes artificiais em São Sebastião

Celso Moraes/PMSS.

Ideia é implantar projeto na praia de Boiçucanga, na Costa Sul de São Sebastião

Por Leonardo Rodrigues, de São Sebastião

A Associação de Surf de Boiçucanga (ASB) pretende apresentar na próxima semana, um projeto para uma “eventual” instalação de arrecifes artificiais na cidade. De acordo com a ASB, que conta com o apoio da ArAM (Arrecifes Artificiais Móveis), uma reunião agendada para segunda-feira (7), vai expor o plano detalhado que garante ondas para a prática do surf no canto direito da Praia de Boiçucanga, Costa Sul sebastianense.

No convite da ASB para a reunião do projeto que visa eventual implantação de arrecife artificial traz como apoiadores a Ascam (Associação de Surf de Camburi) e ASSS (Associação de Surf de São Sebastião). Defensores dessa estrutura, afirmam que o projeto beneficiará a prática de surf, “com ondas perfeitas”, além de ganho na qualidade de vida e benefícios ao turismo e ao comércio local.

Procurado pela reportagem, Maurício Carvalho de Andrade, diretor da ArAM (Arrecifes Artificiais Móveis), desenvolvedora do projeto, explica que o recife artificial é basicamente uma estrutura marinha que dissipa a energia da onda a partir do momento em que passa a ondulação. “Interagindo com a plataforma, a onda ganha o formato de tubo, ideal para surfistas”, diz.

Segundo informou, o recife artificial deve impulsionar o turismo marítimo, ao incentivar a prática do surfe e melhorar as condições de balneabilidade. Ele aponta também como benefício, a questão ambiental, já que as estruturas diminuem a erosão costeira, problema que ameaça as regiões litorâneas em todo o mundo.

“O projeto não apenas contribui com os esportes com prancha, mas também a parte científica, com estudos da praia e do cordão litorâneo em relação a presença da estrutura trarão dados únicos à luz da ciência para projetar estruturas e outra maneiras de projetar para evitar erosão costeira”, comenta ao assegurar ainda que a implantação de arrecifes artificiais agregam a vida marinha.

A Aram surgiu em 2005, e a companhia faz parte da incubadora de empresas do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia (Coppe), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Andrade ressalta que o projeto não traz custos aos cofres públicos. Ele pretende buscar apoio na iniciativa privada. “Vamos tentar isso depois da aprovação da população. Aí sim, buscar a iniciativa privada, através de lei de incentivo e patrocinadores”, fala.

Serviço:
A reunião acontece na próxima segunda-feira (7), às 18h
Local: Hotel Mobydick, na Barra de Boiçucanga
Rua Hilário Crisólogo Mattos, 183.

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