Meio Ambiente São Sebastião

Diretor da Semam diz que mancha no mar não é combustível de lancha abandonada

Divulgação

Por Leonardo Rodrigues

O diretor de Planejamento e Abastecimento da Secretaria Municipal de Meio Ambiente de São Sebastião (Semam), Leandro Saadi, descarta a possibilidade da mancha no mar na Praia de Santiago ser do combustível da embarcação abandonada na Ilha Montão de Trigo no último sábado (4). A opinião de Saadi se baseia após vistoria in loco nas Praias de Toque-Toque Pequeno, e de Santiago, nesta terça-feira (4).

Saadi vistoriou as praias em companhia de pessoas do Centro de Atendimento a Emergências do Porto de São Sebastião (CEATE), que consideram a mancha avistada por pescadores e moradores da Praia de Santiago na manhã de hoje (7), como algas mortas, conhecida como “maré vermelha”. Segundo a equipe, a ocorrência seria comum nesta época do ano. A coordenação do Ceate diz que também há relatos de pessoas de Ilhabela, que ao verem a mancha no mar, a consideram se tratar óleo de porão, ou de alguma embarcação. Nessa época comum na região.

O Delegado da Capitania dos Portos em São Sebastião, e Capitão de Fragata, Luís Antonio Anídio Moreira, trata o ocorrido hoje, na Praia de Santiago como uma “mancha orfã”. O capitão explica que é preciso colher amostras de óleo, inclusive das embarcações que estiverem nas proximidades, para após análise laboratorial, identificar o agente poluidor. “É um procedimento demorado. Temos que colher amostra da água. Estou iniciando o procedimento”.

Maré Vermelha – Caso seja constatado que a mancha seja fenômeno da “maré vermelha”, Aurea Maria Ciotti, do Centro de Biologia Marinha, Universidade de São Paulo (USP), explica que cada espécie e cada floração tem uma causa e, em geral, estão relacionadas a mudanças na entrada de luz e nutrientes na agua do mar e mudanças na temperatura. Segundo ela, o Litoral Norte é dinâmico, e muda rápido em resposta as mudanças do clima. “Para surgirem, tem de haver uma combinação de fatores favoráveis portanto”.

Aurea comenta que toda a pesquisa sobre algas que florescem e podem criar as marés vermelhas está em constante mudança. “Estudar fitoplâncton é muito difícil, são delicados e pequenos (microscópicos)  e na água, além deles existem outros organismos microscópicos e quase todas  as técnicas de que dispomos hoje para estuda-los são limitadas”.

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