Meio Ambiente São Sebastião

Projeto identifica mais de 50 ninhos em embarcações inativas 

Todos os anos essas aves migratórias, ameaçadas de extinção, chegam ao município

Por Leonardo Rodrigues

O projeto  Aves Amar, que realiza monitoramento de aves e promove ações de conservação, realizou contagem de ovos e a identificação de duas espécies, além de anilhamento de dois filhotes da ave migratória trinta-réis-de-bico-vermelho (Sterna hirundinacea) no Canal de São Sebastião na última quarta(27).

O projeto que existe desde 2008, identificou mais de 50 ninhos em embarcações inativas no Canal de São Sebastião. As ações do Projeto Aves Amar contribuem diretamente à conservação das aves e dos ambientes insulares. O trabalho consiste desde monitoramento, levantamento de dados, coleta de materiais biológicos destinados à pesquisas, subsídio de informações para a elaboração de planos de manejo, entre outros.

Todos os anos essas aves migratórias, ameaçadas de extinção, chegam ao município por volta dos meses de Abril e Maio, em São Sebastião elas  colonizam ilhotas costeiras para construir ninhos, colocam seus ovos e criam seus filhotes, migrando novamente em Setembro e Outubro para o sul do continente.

A médica veterinária, Juliana Yuri Saviolli, coordenadora do projeto – que hoje faz parte da ONG Instituto Laje Viva, explica que o trabalho abrange as aves aquáticas, marinhas e os ambientes insulares na Costa do Estado de São Paulo. Subsidiando material para mestrados, doutorados além de colher informações para diversas pesquisas cientificas, realizando o levantamento da saude das espécies, contando com o apoio do Instituto Adolfo Lutz, e também da USP.

“Ainda este ano daremos continuidade no monitoramento em Alcatrazes e na Laje de Santos”, revela.

No Canal sebastianense os trabalhos se estenderão até o final da estação reprodutiva. “O trabalho vai até Outubro. Se envolver mais espécies de aves pode ser que vá até novembro”, comenta.

O projeto Aves Amar promove ainda ações de educação ambiental, palestras dando o retorno das pesquisas cientificas à população para ajudar na conservação de espécies ameaçadas de extinção. “Quando temos um ambiente equilibrado temos qualidade de vida e conservação da saúde humana”.

A Prefeitura de São Sebastião apoia o projeto, por meio da Secretaria de Meio Ambiente (Semam), com ajuda logística e na confecção da documentação para as ações de conservação. “Com o apoio do Semam, agora nós temos também a ajuda da médica veterinária Simone Monteiro, e do marinheiro André Luís (o Penca)”, conta Juliana, que ainda conta com a equipe de biólogos Leo Francini, Alvaro Augusto Santos Moura e Mayra Yamazaki Rocha.

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