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Comunidade caiçara vive há décadas sem energia elétrica

Comunidade caiçara cobra da prefeitura a instalação de energia elétrica

Por Salim Burihan

É difícil de acreditar, mas é verdade. Existe uma comunidade de caiçaras, muito tradicional em Ubatuba, que até hoje, vive sem energia elétrica.

Imaginem as dificuldades das 30 famílias que vivem no local.  Para manter seus alimentos, dependem da compra de gelo e do isopor. Para ter iluminação, usam velas e lampião a gás.

Os veranistas que possuem casa no local, não sentem tanto os problemas, pois usam geradores e placas de energia solar para garantir a eletricidade e o funcionamento de geladeiras, televisores e até o ar condicionado.

E, tem um detalhe interessante, a menos de 1 quilômetro dessa comunidade, a energia elétrica é abundante em condomínios fechados e super valorizados da Praia da Lagoinha..

A comunidade caiçara procurou o Tamoios News para mostrar o seu drama e é claro, cobrar da prefeitura a instalação de energia elétrica no local.

E, vejam, vocês, o pedido de colaboração, veio através das redes sociais. Uma mensagem, encaminhada pelo Facebook, chegou em nossa redação.

A caiçara Dara Oliveira, nascida e criada no local, reuniu a família em seu post, tipo, “A Ubatuba que eu quero”, para demonstrar toda a sua indignação pela falta de atitude por parte das autoridades locais, cobrando a instalação de energia elétrica no local.

Também, através das redes sociais, a veranista Thais Galbiati, enviou informações sobre os problemas enfrentados pelos caiçaras e moradores da Praia do Peres.

Reivindicação

A comunidade que vive na Praia do Peres, na região Sul de Ubatuba, está cobrando da prefeitura a instalação de energia elétrica no local. Parece mentira, mas não é. Uma comunidade, no estado mais rico da União, até hoje sem contar com energia elétrica.

A reivindicação dos caiçaras é reforçada por veranistas e turistas, que frequentam o local, que possui uma das praias mais belas da cidade.

A comunidade caiçara, que vive na Praia do Peres, há décadas, não conta também com coleta de lixo e manutenção da trilha que dá acesso ao local.

A Praia do Peres fica a 26 quilômetros do centro da cidade e 800 metros da Praia da Lagoinha. O acesso ao Peres é feito de barco ou por uma trilha, que também não conta com a manutenção da prefeitura há muito tempo.

Inconformados coma situação, caiçaras e moradores, querem providências por parte das autoridades locais.

A caiçara Dalva Oliveira, nascida e criada no local, enviou um post pelas redes sociais, reunindo toda a família, para mostrar toda a sua indignação com a falta de energia elétrica no Peres.

Segundo a veranista Thais Galbiati, vivem no local cerca de 30 famílias e a maior prioridade, no momento, é a instalação de energia elétrica.

“O último poste de energia elétrica fica a 800 metros de distância, na Lagoinha. O prolongamento da fiação poderia solucionar o problema dos moradores”, disse Thais.

A situação é bem complicada para as famílias de caiçaras. Para manter os alimentos utilizam isopor com gelo, que é comprado na Praia da Lagoinha. Para iluminar a casa, usam velas e lampião a gás.

A maioria dos veranistas utiliza geradores a diesel para garantir a energia e o funcionamento de geladeiras, eletrodomésticos e televisão. Alguns deles, garantem a energia através placas de energia solar.

Prefeitura-A Prefeitura informou que profissionais da Secretaria Municipal de Serviços de Infraestrutura Pública farão uma visita técnica ao local na próxima semana. Segundo a prefeitura, a proposta é incluir a comunidade no programa federal “Luz para Todos”.

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