Turismo Ubatuba

Município visa ampliar receptivo de Cruzeiros

Vinícius Lummertz, presidente da Embratur, Luiz Bischof, Secretário de Turismo de Ubatuba e Marco Ferraz, presidente da Clia Brasil

Secretário de Turismo participa de Seminário em Brasília e busca novas parcerias no setor 

 

O secretário de Turismo de Ubatuba, Luiz Bischof, participou do Seminário “Cruzeiros Marítimos: O momento é esse”, realizado pela Cruise Line International Association Brasil (Clia Brasil) e patrocinado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

O evento, sediado em Brasília, na última semana, reuniu representantes do governo e de órgãos ligados ao Turismo e ao segmento marítimo, empresários, especialistas e parlamentares com o objetivo de discutir experiências, desafios e oportunidades do setor de cruzeiros no país.

Bischof afirmou que ele, o prefeito de Ilhabela e o secretário de Turismo de Ilhabela foram muito bem recebidos pelos representantes da Clia Brasil. Na ocasião, o secretário ainda estabeleceu contato com Rene Hernan, presidente do conselho da Clia Brasil e representante da Costa Cruzeiros, que demonstrou a intenção da companhia em estar presente na temporada de Cruzeiros 2019 em Ubatuba.

“Estive com Rene em 2002, quando tudo começou. Assim que ele me viu durante o evento, foi como se voltássemos a 2002 falando sobre Ubatuba.  Ele se dispôs a estar na cidade em dezembro, quando o navio da MSC chegar, para verificar as condições do receptivo e analisar os passeios que as operadoras irão oferecer aos cruzeiristas”, explicou Bischof.

Cenário nacional – Bischof ainda comentou sobre o seminário, que expôs o cenário dos cruzeiros marítimos em âmbito nacional.  “Na temporada 2010/2011 eram 20 navios em operação no Brasil- o que corresponde a, aproximadamente, 800 mil turistas. Em 2016, as escalas foram reduzidas em função da legislação brasileira e situação econômica, totalizando sete navios”, disse.

Para a alta temporada de 2017/2018, com início em novembro, esses navios operando têm previsão de transportar 400 mil passageiros. Segundo a Clia, essa queda de mais de 50% no número de navios e “cruzeiristas” vai no sentido contrário do que acontece no mundo. Mesmo assim, nas três últimas temporadas, o setor de cruzeiros marítimos injetou mais de R$ 6,39 bilhões na economia brasileira e transportou 1,69 milhões de passageiros. Os destinos que recebem navios são beneficiados em diferentes aspectos, como o aumento do fluxo de turistas nas cidades, movimentando o comércio e gerando empregos.

“Cada passageiro representa R$ 513 de gasto por dia e, a cada 17 passageiros, tem-se a geração de um emprego. Estão em operação/construção cerca de 60 navios de grande porte que devem começar a navegar até 2026. Além disso, os navios atuais estão à procura de novos destinos. Ubatuba está se preparando para pegar uma fatia desse mercado de navios que está operando na América do Sul”, acrescentou o secretário.

Bischof ainda lembrou os desafios da regulação da atividade de praticagem, vigilância na operação de navios e cruzeiros, infraestrutura portuária e terminais de passageiros, destinos turísticos e receptividade, e citou a desburocratização das leis referentes a esses aspectos.

Sobre esse assunto, o ministro do Turismo, Marx Beltrão, apontou algumas ações para diminuir os custos das operações marítimas no Brasil, como a regulamentação da Lei da Migração, que, segundo ele, deve ser feita em novembro. A lei define que os marítimos dos navios que circulam pelo Brasil não precisarão mais de vistos para exercer a sua atividade. Com isso, segundo o ministro, deve haver uma redução de até R$ 500 mil nos custos de operação dos navios.

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