Geral Ubatuba

Não à violência: mulheres debatem agressões sofridas na vida

Fotos: Raell Nunes

Representantes do movimento feminista discutiram em Ubatuba as condições das mulheres na sociedade

Por Raell Nunes, de Ubatuba

“A mulher não é mulher, é um macho multilado”. Esse pensamento, segundo a historiadora Celina Aparecida Simões, é do filósofo grego Platão. Diante dessa frase, em uma palestra proferida nesta semana em Ubatuba, ela explicou que as mulheres foram desprezadas tanto na filosofia quanto na história.

“Quando as mulheres adoecem na história? As mulheres adoecem quando não sabem ou esquecem quem são e qual a sua essência. Elas adoecem quando estão identificadas com o desejo do outro”, acrescentou a especialista.

No decorrer da palestra, que aconteceu na Câmara e reuniu cerca de 40 pessoas, Aparecida Simões relatou a trajetória de uma mulher que morava em São Paulo e seu marido a violentava. A briga entre esposa e marido era constante.

Um dia, a mulher resolveu pedir ajuda e saiu do lar do agressor. Mesmo assim, tempos depois, ela voltou a se relacionar com aquele que a violentou.

“A mulher teve que fazer todo o grande serviço na retaguarda, como coadjuvante. Sempre em nome do amor, do bem maternal. Sempre para o outro e nunca para si”, disse a historiadora.

Para ela, em muitos casos de família, o companheiro coloca sempre a culpa da “relação ruim” no sexo feminino. Todo este contexto empobrece a saúde mental da mulher, tornando-a vítima de si própria.

Também foi exposta a questão da mulher na política, uma vez que dos 46 representantes do Legislativo no Litoral Norte, apenas 8,7% são do sexo feminino. Relativo à violência, foi dito que Ubatuba atendeu 58 casos em 2016.

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