Ubatuba

Protesto de vendedores ambulantes em Ubatuba deixa trânsito interditado na Praia Grande

Fotos: Raell Nunes

“Foi anunciada a criação de uma comissão de estudo para alterar a lei de comércio ambulante e aumentar o número de licenças, que hoje é de 720 vagas para todo o município” diz a prefeitura

Por Raell Nunes, de Ubatuba

Dezenas de vendedores ambulantes de Ubatuba e de outras cidades, na manhã desta segunda-feira (2), protestaram na via central da Praia Grande. Além dela, ficou estática a rua alternativa ao lado da principal, que geralmente descongestiona o trânsito.

Segundo os manifestantes, cerca de 40 fiscais da Prefeitura não deixam eles trabalharem na praia, a mais movimentada da cidade. Conforme depoimentos, houve “quebra-quebra” de produtos, pouca conversa e força desproporcional.

Os contrários à ação da PMU colocaram bicicletas para interromper a passagem de automóveis e motocicletas. Os dois sentidos das vias ficaram parados. Os protestantes alegam que vender os produtos na praia é uma forma de sustentar a família e garantir uma renda, uma vez que o Brasil tem mais de 12 milhões de desempregados.

“Queremos trabalhar, queremos trabalhar”, gritavam, enquanto o trânsito continuava estagnado do trevo no Centro do município até o local das revindicações. Quem vinha das Toninhas, de Caraguá a Ubatuba, também não conseguia passar.

De acordo com os manifestantes, os fiscais exigem que eles tenham as licenças em dia para exercerem a profissão. No entanto, conforme falam, a própria prefeitura não dá esses alvarás para que os ambulantes possam trabalhar.

Até o momento sem registros de ocorrências, o protesto seguiu pacífico. A Polícia Rodoviária e a Polícia Militar estavam presentes nas imediações, mas não interferiram na forma de queixa dos vendedores ambulantes.

Prefeitura
A prefeitura, em nota, disse que o setor de fiscalização da Prefeitura, com o apoio da Guarda Civil Municipal e Militar, realizou as primeiras ações da operação “Praia Legal”, um projeto que visa coibir o comércio ilegal.

A comunicação da PMU ainda informou que a operação contou com 30 fiscais e os ambulantes sem licença foram orientados quanto à proibição da comercialização de seus produtos.

Para a prefeitura, a ação visa coibir o comércio ilegal e oferecer mais garantia e qualidade de serviço para o turista, principalmente no que tange a produtos perecíveis e suas procedências. “Temos que trabalhar na lei e procurar o que seja melhor para todos”, afirmou Anthero Mendes, Assessor Jurídico Legislativo.

De acordo com a assessoria do órgão público, houve uma reunião na tarde de hoje, na prefeitura, com a presença da secretária de fazenda, Solange Toledo, do chefe de governo, Jailton Santos, do chefe de gabinete, Ronaldo Dias Junior, do superintendente de Gestão Administrativa, Sizenando Cristo, do assessor jurídico legislativo, Anthero Mendes, do secretário de Segurança Pública e Defesa Social, Agnelo Cinel, Guarda Municipal e Polícia Militar.

“A Operação ‘Praia Legal’ foi mantida e foi anunciada a criação de uma comissão de estudo para alterar a lei de comércio ambulante e aumentar o número de licenças, que hoje é de 720 vagas para todo o município” esclareceu a comunicação da Prefeitura de Ubatuba.

11 Comentários

  • Parabéns para a prefeitura de Ubatuba, que está cumprindo a lei! Parabéns a polícia, que agiu dentro da lei e pôs ordem na bagunça criada por esses ambulantes irregulares e criminosos! Cadeia neles, por formação de quadrilha e por venderam produtos sem procedência. São todos fora de Ubatuba, que voltem para a cidade deles! Fora!!!

  • sou a favor da presença dos ambulantes, mas que seja feita sim uma fiscalização adequada, ,principalmente no tocante a qualidade dos alimentos, odeio ir em locais onde eles não existem, desde criança vou a praia, sempre corri atras dos ambulantes para comer, adoro e sinto quando não localizo eles nas praias, sem contar que, muitos turistas optam por eles, devido aos preços abusivos dos quiosques e bares ao redor(o que também deveria haver fiscalização, mas por que será que não ha?) ou seja, dependendo das condições financeiras da pessoa que foi ate a praia, melhor pagar 5,00 em um espetinho de ambulante de cerca de 50,00$ da mesma carne servida em um prato no quiosque,,,, quando a prefeitura começar a fiscalizar esses lugares, pra que se tenham preço justo para todos, vou de fato acreditar que toda essa burocracia em cima dos ambulantes seja realmente para o bem do turista, até lá fico aqui imaginando se não ha interesses dos comerciantes locais em tal ato.

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