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Deputado considera cruel o transporte de carga viva em navios

Divulgação. Reunião da Comissão de Meio Ambiente, da Assembleia Legislativa, debateu o tema

Roberto Tripoli promete formalizar denúncia no Ministério Público Federal e ao MP Estadual

 

Por Leonardo Rodrigues

O deputado estadual Roberto Tripoli (PV), que preside a Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (CMADS) da Assembleia Legislativa, debateu em reunião da CMADS, o que considera cruel transporte marítimo de gado vivo, que é realizado em vários portos do país. No Estado de São Paulo, nos portos de São Sebastião e Santos.

O posicionamento do deputado se dá após tomar conhecimento que o porto sebastianense movimentará grande quantidade de carga viva nos próximos dias. Em três embarcações, mais de 35 mil unidades de gado devem passar pelo Porto de São Sebastião.

Na última semana, Tripoli reuniu-se também com representantes do Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal, da Animals International e uma consultora internacional, a médica veterinária australiana Lynn Simpson, que expuseram sobre as condições que envolvem o transporte marítimo de dezenas de milhares de bois em cada viagem – com duração de até um mês.

Tripoli anunciou que vai representar ao Ministério Público Federal e ao MP Estadual, juntamente com as ONGs de defesa animal, denunciando a crueldade e pedindo medidas. Ele considera ser “boa notícia” a decisão de todos os deputados da Comissão da Alesp terem decidido também aderir à representação. “Esse gesto fortalece ainda mais a posição dos parlamentares paulistas, totalmente contrários à exportação de animais vivos para abate”.

Por fim, foi aprovada, conforme requerimento do deputado, a realização de audiência pública com autoridades estaduais e federais sobre os maus-tratos envolvendo o transporte, principalmente marítimo e rodoviário, de animais de produção.

Segundo nota da Assessoria de Comunicação do Gabinete do Deputado Roberto Tripoli, o transporte de gado e outros animais vivos, em navios, é uma crueldade, além representar ameaças ao meio ambiente, à fauna marinha, à pesca e até à saúde humana. “Apesar de tratados internacionais, das normas e leis destinadas a regular a exportação e o transporte terrestre e marítimo de animais, os agravos ambientais ocorrem. E o mais grave é a crueldade com os animais, impossível de ser evitada, diante das condições inerentes a esse transporte e as longas distâncias. Além do mais, os animais destinados ao consumo podem ser abatidos de forma cruel, depois de todo o sofrimento do transporte”.

 

Roberto Tripoli anunciou que vai representar ao Ministério Público, juntamente com ONGs de defesa animal, denunciando e pedindo medidas

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