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Gabriel Medina chega na França acreditando no bicampeonato mundial

Foto: Aleko Stergiou/Divulgação

A França é um capítulo a parte na trajetória vitoriosa de Gabriel Medina. Foi lá que, ainda menino, garantiu sua primeira conquista no exterior, antes de se tornar profissional. Foi lá também a primeira vitória logo ao ingressar na elite mundial. Em seis anos de WCT foram dois lugares mais altos do pódio, sendo finalista nas duas últimas edições do evento.

Agora, a etapa de Hossegor pode ser decisiva para ele seguir na “corrida” pelo bicampeonato mundial. Atual oitavo colocado do ranking da World Surf League (WSL) ele disputa a nona etapa do Tour confiante e vem de vitória no inédito campeonato na piscina de ondas de Kelly Slater.

“França é um lugar especial para mim. Gosto de beach break que tem muita onda. Então, dá para arriscar”, diz. “Meus melhores resultados aconteceram lá. Então, acredito que eu tenho boas chances de repetir um bom resultado e torcer para tudo dar certo para o resto do ano”, destaca Gabriel.

O primeiro brasileiro campeão mundial de surf, feito conquistado em 2014, e terceiro melhor em 2015 e 2016, segue confiante em voltar a erguer a taça. Ele lembra que ainda estão em jogo 30 mil pontos, tudo pode mudar e a decisão por ser por detalhes. “O título continua em aberto. Eu acredito até o final. Só se chegar em Pipe e ver que na matemática não dá mais”, anuncia.

Segundo ele, os dez primeiros do ranking ainda estão, matematicamente, na briga pelo caneco e é difícil eleger seu principal rival nessa reta final. “Está bem embolado. Claro que o da frente (sul-africano Jordy Smith) está com vantagem, mas tudo pode mudar. É uma etapa que ele vá mal, algum erro. É um detalhe que pode mudar tudo”, argumenta.

Fazendo um balanço de sua temporada, Gabriel cita a lesão sofrida logo na primeira etapa, em Gold Coast, na Austrália, quando vinha surfando muito bem e, mesmo com fortes dores no joelho terminou em terceiro lugar. “Isso me prejudicou bastante. Senti meu joelho até Fiji (quinta etapa). Foi um ano difícil para mim, mas acontece”, lamenta.

“A gente treina para evitar esse tipo de problema e competir bem o ano todo, mas tive a infelicidade de acontecer isso. Estou quase 100% e, independente do que acontecer esse ano, em 2018 vou voltar com tudo”, revela.

O título do Future Classic, o primeiro campeonato na piscina de ondas de Kelly Slater, o Surf Rach, e promovido pela World Surf League (WSL), para ele, é um incentivo, para competir bem, mas faz questão de separar bem as situações. “É diferente. Claro, foi legal competir com os melhores do mundo. Foi um campeonato importante, de teste. Fiquei feliz de sair com a vitória, mas é à parte. Agora é concentrar no Tour, o que interessa, e ir para cima”, explica.

Durante a sua preparação para a etapa, Gabriel conseguiu uma brecha para promover a felicidade para mais de 500 crianças da rede pública de ensino em Maresias. Doou brinquedos, antecipando o Dia das Crianças, na escola Peixinho Dourado e depois na Creche Maresias. E em cada presente entregue, recebeu um carinhoso abraço. “Foi muito legal ver o sorriso daquela garotada”, enaltece.

Na etapa da França, entre os dias 7 e 18, ele enfrentará dois europeus, o francês Jeremy Flores e o italiano Leonardo Fioravanti, na oitava bateria da primeira fase.

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