Cultura São Sebastião

Grupo promove “financiamento coletivo” para criar app de ‘causos’ caiçaras

Divulgação

Por Ivânio de Abreu

 

O grupo Treboada, formado por artistas e educadores, está buscando recursos, através de um financiamento coletivo no site do Catarse, para criar um aplicativo para celular onde, os ‘causos’ contados pela professora de São Sebastião, Neide Palumbo,75 anos, poderão ser disponibilizados, gratuitamente, as escolas municipais, pesquisadores e todos que quiserem conhecer mais sobre a cultura caiçara.

Com o valor arrecadado, a equipe vai gravar dois vídeos, com trechos de animação, música, e um design todo especial.  Cada vídeo contará um ‘causo’ da professora Neide, como o da panela de pressão, do cachorro treboada e o das latas que foram achadas boiando nas praias da cidade.

Além de vídeos, no aplicativo haverá um glossário das palavras caiçaras e uma área interativa baseada nos ‘causos’ e no acervo de desenhos.

Os ‘causos’ serão contados pela professora sebastianense, Neide Palumbo

A artista plástica, Isabel Galvanese, que faz parte do Grupo Treboada, explica que, “o objetivo do projeto é permitir que a nova geração conheça as histórias dos antigos caiçaras”.

“Embora a Neide continue contando os seus ‘causos’, se nada fizermos, esses relatos da cultura caiçara tendem a desaparecer”, afirma Isabel.

De acordo com a filha de Neide, Isabel Palumbo, 35 anos, essa iniciativa “é uma forma de eternizar as histórias contadas, para que essa cultura caiçara não deixe de existir”, relata Isabel.

Segundo Neide Palumbo “estou muito feliz por essa iniciativa, é uma forma para que as novas gerações tenham conhecimento da tradição. Uma maneira de se manter as origens de São Sebastião. As novas tecnologias são algo difícil de se compreender, mas sei qual o resultado final”, explica a professora.

Caiçara de São Sebastião, Neide formou-se professora e lecionou por muitos anos nas praias e comunidades do município. Dava aulas em escolas afastadas aonde só se ia de barco de banana. No começo da abertura da estrada, utilizava o caminhão do DER para chegar aos locais.

A professora levou seus ensinamentos a varias gerações de 60 até os anos 80, “eram 40 alunos por sala” lembra a educadora. Passava a semana com as crianças e as famílias e, assim, foi colecionando histórias e reinventando ao seu jeito.

A equipe do Grupo Treboada é formada por: Neide Palumbo (contadora de causos caiçaras), Paulo Alberton (cineasta), Isabel Galvanese (ilustradora), Bia Porto (designer), Isabel Palumbo (assessoria de imprensa e mídias sociais), Emanuel Araújo (educador), Marcos Tozzi (programador) e Gabriel Melchert (gestor).

Para contribuir com o Projeto Treboada, acesse o site: https://www.catarse.me/treboada e faça a sua doação.

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