Turismo Ubatuba

Turismo indígena, quilombola e caiçara atrai visitantes para região

Fotos: Raell Nunes/TN

Por Raell Nunes

Na região há belas praias e paisagens que enchem os olhos de qualquer viajante. Mas também existem curiosidades e muitas histórias que envolvem os que vivem nos territórios de comunidades tradicionais quilombolas, indígenas e caiçaras.

A Aldeia Boa Vista, em Ubatuba, é habitada pelo povo indígena Guarani Mbya. Para acessar o local, é preciso ir pela rodovia Rio-Santos (BR-101), sentido Ubatuba-Paraty, antes de chegar à cachoeira do Prumirim. O lugar tem uma paisagem contemplativa e um ambiente cultural.

“Pesquisei sobre eles, são mais de 40 famílias e a língua oficial é o Guarani. O artesanato e a música fazem parte do ritual deles. Os guaranis são gentis – os estudos apontam isso desde o século 15”, explica o professor de história Eurico Ramos Assis, de São José dos Campos.

Outro local que existe muita cultura e tradição é na Aldeia Renascer. O historiador Eurico também conhece essa comunidade. “Fica no Pico do Corcovado, é um dos melhores atrativos turístico-cultural de São Paulo. Há umas 15 famílias e foi fundada em 1999”, afirma.

Os roteiros não param por aí. O Quilombo da Fazenda também recebe muitas visitas de curiosos do mundo inteiro. Formado por diversas famílias, eles ficam na região da Picinguaba, lado norte de Ubatuba. A personalidade enigmática desse grupo é o mestre quilombola Zé Pedro.

Segundo a Rede de Turismo Ambiental das Comunidades Tradicionais de Ubatuba, a comunidade tem um telecentro, uma escola, uma igreja e a poucos metros o moinho da casa da farinha com uma residência de artesanato, inaugurada em 2013.

Prumirim

Mais uma atração é o Quilombo da Caçandoca – o primeiro a ser reconhecido em terras de Marinha. Ocupando uma área de 890 hectares, fica entre a Praia do Pulso, Caçandoca, Caçandoquinha, Bairro Alto, Saco da Raposa, São Lourenço, Saco do Morcego, Saco da Banana e Praia do Simão.

O espaço do quilombo era ocupado, no século 19, por uma fazenda cafeicultora e escravagista, que em 1858 foi adquirida por José Antunes de Sá. Havia também cultivo de cana de açúcar e um engenho para o seu processamento.

A comunidade Caiçara do Ubatumirim é outra opção cultural e de lazer com a família. O lugar tem uma paisagem fascinante e mantém características típicas de pescadores. O local já foi palco de produções de cinema e televisão.

Na região – mais para o sertão, que fica no outro lado da rodovia Rio-Santos – há agricultura regional forte. Lá também ocorrem tradicionais festas da comunidade caiçara.

A turista Regiane Sobral, de Araraquara (SP), diz que as belezas da área são inconfundíveis. “A praia é linda. A Cachoeira da Laje e do Tombador são inesquecíveis para mim e minha família. As pessoas de lá são simples, humildes e te recebem muito bem”.

Mirante do Saco da Ribeira

De acordo com o Formulário de Visitação Anual do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), aplicado em 920 instituições nacionais em todo o território, Ubatuba registrou a maior procura na região do Vale do Paraíba, computando 407.060 visitantes ao longo do ano – sem contar a temporada, época em que são estimados um milhão de turistas no município.

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