Animais Marinhos Litoral Norte

Verão: Começa a época de águas vivas

O verão chegou e com ele chegam milhares de visitantes ao Litoral Norte. No verão, são comuns os acidentes envolvendo banhistas e animais marinhos. É preciso saber lidar com eles para evitar acidentes.

O surgimento de águas-vivas (medusas) é comum entre a primavera e o verão, quando entra a corrente de águas quentes do Norte no Brasil e aquece o mar nas regiões Sul e Sudeste.

água Viva

Neste período do ano é mais comum a presença de água vivas e caravelas. Nos últimos dias, tivemos vários casos de banhistas feridos por águas-vivas.

Em Caraguá, na Prainha, a jovem Renata Fernandes, de 19 anos, de São José dos Campos, foi ferida por uma água viva e precisou ser encaminhada ao PS(Pronto Socorro). Na praia do Tenório, em Ubatuba, quatro banhistas foram feridos, mas não precisaram ser removidos à santa casa da cidade.

É uma animal que vive na água salgado, e procura ficar mais perto do raso aonde vive seu principal alimento. Ela também é conhecida como Medusa, este nome foi dato por causa de seus tentáculos. Quanto os tentáculos encontram um objeto, ela solta o veneno, que provoca queimaduras básicas, mas doloridas.

Caravela

Semelhante à água-viva, a caravela-portuguesa tem um corpo oval, de cor azul, violeta ou vermelha e mede de 10cm a 30 cm. Seus tentáculos quando tocam a pele de uma pessoa, pode causar graves lesões, que trazem irritação forte e dor intensa. Em casos mais graves, o quadro de sintomas varia entre náuseas, vômitos e até convulsões e arritmia cardíaca.

No caso das águas-vivas e caravelas, o banhista deve simplesmente evitar o local quando grupos desses animais forem vistos. O cuidado deve ser maior com as crianças, que são mais sensíveis às substâncias tóxicas liberadas por esses invertebrados.

As águas-vivas são mais difíceis de serem vistas, mas a grande maioria delas é pequena e inofensiva. No caso das caravelas, também conhecida como “bexiguinhas”, elas podem ser identificadas com facilidade acima da lâmina de água.

Na maioria das vezes, os cuidados necessários podem ser tomados pela própria vítima. Em primeiro lugar, deve-se retirar os tentáculos da caravela ou da água-viva que eventualmente fiquem aderidos à pele. Lavar bem o local atingido com água quente, pode-se usar vinagre, que alivia um pouco a dor.

A teoria do xixi

Outra dica é jogar xixi sobre a área afetada. Há duas razões para isso. A amônia e o calor da urina combatem as substâncias urticantes liberadas. Líquidos em temperaturas altas sempre são antídotos. Mas existem casos em que não se pode abrir mão do atendimento médico.

Nesses casos, deve-se procurar um guarda vida e pedir atendimento. Em outros casos, deve-se procurar um pronto-socorro, principalmente, se a vítima tiver alguns desses sinais, alarmes de que o veneno caiu na corrente sangüínea e pode estar gerando reações como a do choque anafilático: respirar com dificuldade, ficar zonzo, sentir o pulso bater mais forte, sofrer queda de pressão, acabar com uma vermelhidão muito forte no local.

Animais Marinhos

Ouriços-do-mar, águas-vivas e bagres. Com alguns cuidados bem simples e um pouco de conhecimento sobre o hábitat desses organismos marinhos– fica fácil evitar que ocorra qualquer tipo de acidentes com eles.

Para prevenir e tomar os primeiros cuidados em relação a animais marinhos, pesquisadores de São Paulo resolveram montar uma cartilha, há alguns anos atrás, para orientar e informar às pessoas que vão à praia no verão. Mesmo mergulhadores amadores e pescadores precisam tomar algumas medidas básicas para não ter dissabores nas horas do lazer.

No Litoral Norte de São Paulo, segundo o material assinado, na época, por Álvaro Migotto, do Centro de Biologia Marinha da Universidade de São Paulo, Shirley de Souza, do Instituto Terra & Mar, e Vidal Haddad Júnior, da Universidade Estadual Paulista, em Botucatu, 50% das ocorrências eram provocadas pelos ouriços-do-mar. Os espinhos desses invertebrados podem entrar na pele dos seres humanos ao pisar ou esbarrar neles.

“Os ouriços são responsáveis por 50% dos acidentes e os bagres e águas-vivas, juntos, por quase todo o resto das ocorrências”, informava Migotto. Como os ouriços vivem praticamente fixos sobre rochas ou no fundo arenoso das praias, não é muito complicado evitá-los.

Andar com os pés protegidos, por exemplo, quando se caminha sobre os costões rochosos é uma decisão sensata. Os espinhos do ouriço liberam substâncias irritantes na pele. O mais indicado, depois do acidente, é procurar auxílio médico para que a assepsia do local seja bem feita. A dor pode ser minimizada com banhos de água quente no local afetado.

É preciso tomar cuidado também na hora da caminhada na beira da praia para não pisar, por exemplo, em bagres mortos devolvidos pelo mar.

O veneno desses peixes, quando inoculado na pele, pode trazer problemas sérios. O melhor a fazer nesses casos é mergulhar o ferimento em água quente por 30 a 90 minutos e correr para o médico.

Os pescadores também devem ter cuidado ao manipular os bagres, peixes muito comuns em águas brasileiras.

Além desses animais marinhos que mais causam problemas aos seres humanos dentro no mar ou próximo a ele, o folheto organizado pelos pesquisadores também abordava a prevenção de acidentes e os cuidados que devem ser tomados com esponjas, polvos, moréias, peixes-escorpião e raias.

 

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