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Estado de São Paulo entra em quarentena para evitar a disseminação do coronavírus

em Caraguá, totalmente vazio

Tem início em todo o estado de São Paulo, nesta terça-feira, dia 24, a quarentena de 15 dias-vale até o dia 7 de abril, período em que somente poderão funcionar os serviços essenciais determinado por decreto estadual. A medida tem como objetivo impedir a disseminação do coronavírus no estado.

O Brasil tem 1.891 casos confirmados da doença, a maioria deles, em São Paulo, com 745 casos confirmados e 30 mortes.

A Secretaria de Estado da Saúde registrou um total de 30 óbitos relacionados à COVID-19 (doença provocada pelo novo coronavírus), nesta segunda-feira (23). Todos ocorreram na cidade de São Paulo. Dos oito novos óbitos confirmados desde ontem, seis são homens (33, 68, 75, 76, 77, 78 anos) e duas mulheres (80 e 88 anos).

O paciente de 33 anos tinha comorbidades, condição que, assim como no caso dos idosos, configura grupo de risco.

Entre o total de mortes registradas até o momento, 27 ocorreram em hospitais privados e três em hospitais do SUS (Sistema Único de Saúde). O Estado também registra 745 casos confirmados.

No Litoral Norte, são dois casos confirmados e 81 suspeitos em investigação pelas prefeituras. São 34 casos suspeitos em Ubatuba, 19 em Caraguatatuba, 17 em Ilhabela e 11 em São Sebastião.

Quarentena

resumo em 3 tópicos

  • Medida é válida por 15 dias e visa reduzir aglomeração e, dessa forma, a disseminação do novo coronavírus
  • Fechamento do comércio atinge todas as lojas com atendimento presencial, inclusive bares, restaurantes, cafés e lanchonetes
  • Estabelecimentos que servem alimentos e bebidas em mesas ou balcões só poderão atender pedidos por telefone ou serviços de entrega

O Governo de São Paulo determinou quarentena em todos os 645 municípios do Estado a partir de terça-feira (24). Durante 15 dias, a medida impõe o fechamento do comércio, exceto serviços essenciais de alimentação, abastecimento, saúde, bancos, limpeza e segurança.

A quarentena foi anunciada no início da tarde de sábado (21), em entrevista coletiva no Palácio dos Bandeirantes. O decreto com o detalhamento das proibições e exceções será publicado em edição extraordinária no Diário Oficial do Estado.

“Isso implica na determinação, ou seja, na obrigação do fechamento de todo o comércio e serviços não essenciais à população. Essa medida poderá ser renovada, estendida ou suprimida se houver necessidade”, disse o Governador João Doria. A medida visa proteger a saúde pública e reduzir a disseminação do novo coronavírus.

O fechamento do comércio atinge todas as lojas com atendimento presencial, inclusive bares, restaurantes, cafés e lanchonetes. Estabelecimentos que servem alimentos e bebidas em mesas ou balcões só poderão atender pedidos por telefone ou serviços de entrega.

Só ficarão abertos estabelecimentos com atendimento presencial que prestam serviços considerados essenciais – a quarentena não afeta o funcionamento de indústrias. O decreto assinado por Doria listas as exceções em seis categorias distintas.

Nos serviços de saúde, está liberado o funcionamento de hospitais, clínicas – inclusive as odontológicas – e farmácias. No setor de alimentação, podem funcionar supermercados, hipermercados, açougues e padarias – que não poderão permitir o consumo no estabelecimento durante a quarentena.

No setor de abastecimento, poderão atuar normalmente transportadoras, armazéns, postos de gasolina, oficinas, transporte público, táxis, aplicativos de transporte, serviços de call center, pet shops e bancas de jornais.

Os demais setores que poderão oferecer serviços durante a quarentena são: empresas de segurança privada; empresas de limpeza, manutenção e zeladoria; bancos, lotéricas e correspondentes bancários.

O aumento nas restrições de circulação foi decidido tem respaldo do Centro de Contingência contra o coronavírus. “São medidas importantíssimas, no tempo adequado e respaldadas por todos os critérios científicos”, disse o médico infectologista David Uip, que coordena o grupo de especialistas.

O cumprimento da quarentena será fiscalizado pelo Estado e também pelas prefeituras. O Governador também disse que aglomerações e festas ao ar livre, como os chamados “pancadões”, são considerados ilegais e deverão ser coibidos pela Polícia Militar não apenas na Grande São Paulo, mas também no interior e no litoral do estado.