Caraguatatuba Cidades

Família consegue na Justiça antecipação da consulta de paciente com câncer

Por Simone Rocha

Os familiares de Iara Santos Nunes, de 51 anos, moradora do bairro Golfinhos, em Caraguatatuba, que aguardavam para o dia 26 de fevereiro uma consulta na cidade de Jacareí para iniciar o tratamento do câncer maligno no pâncreas, divulgaram em redes sociais o drama que enfrenta e o caso chegou nas mãos do advogado Rafael Dias, que é especialista em Direito da Saúde.

Ele informou que com base na gravidade do problema ingressou com uma medida judicial de urgência, e obteve uma decisão Liminar na última quinta-feira (30) para que início do tratamento seja realizado em 5 dias. Segundo o advogado, Iara foi diagnosticada com tumor no pâncreas desde dezembro de 2019 e infelizmente em razão da demora para o início do tratamento, outros órgãos já foram afetados.

Rafael informou que é certo que esse prazo, em razão da burocracia processual, começa a contar a partir da
intimação do município e do Estado que são réus solidários nesse processo. E caso haja o descumprimento dessa medida liminar, ele vai adotar outras medidas processuais visando a responsabilização dos secretários de saúde e dos respectivos chefes do executivo, como o prefeito e governador.

Para as famílias que enfrentam o mesmo problema, Rafael orienta que as pessoas que não podem contratar um advogado procurem a Defensoria Pública. Suzy Ellen Santos Nunes Cavalcante, uma das filhas de Iara, informou que chegou até ao advogado após semanas de angústia e várias tentativas de tentar antecipar a consulta e sem resposta positiva do município ou Estado.

Ela agradece o apoio recebido pela assistência do advogado Rafael Dias, que vem atuando no caso. “Minha prima fez uma postagem e marcaram a assistente dele e ela entrou em contato com a gente e se prontificou a ajudar e desde então eles estão nos dando assistência, mas seguimos na batalha”, reconhece.

A consulta no Hospital São Francisco de Assis, na cidade de Jacareí, está marcada para o dia 26 de fevereiro, com a liminar, a data deve ser antecipada. Segundo a filha, a mãe não consegue mais sair da cama e passa os dias gemendo de dor, já que os medicamentos, até mesmo a morfina, não fazem mais efeito sob as dores.