Cidades Vale do Paraíba

Homem que explodiu bomba na Prefeitura de Taubaté é condenado após denúncia do MP

Tentativa de homicídio resultou em pena de 14 anos de prisão

Denunciado pelo promotor de Justiça Alexandre Mefatano, o ex-servidor público Ismael Novaes Penha foi condenado pelo Tribunal do Júri nesta quinta-feira (13) por tentativa de homicídio. Responsável pela explosão de uma bomba colocada na Prefeitura de Taubaté, o réu foi sentenciado a 14 anos de prisão em regime fechado. Ele já se encontra detido, e não poderá recorrer em liberdade.

A denúncia da Promotoria relata que Penha foi funcionário da Prefeitura de Taubaté por cerca de 20 anos, sendo demitido em 2014. Sentindo-se injustiçado com a demissão, movido por raiva e vingança, ele confeccionou artefatos explosivos que foram colocados pelo próprio réu dentro de uma lixeira situada no banheiro masculino da prefeitura, no dia 5 de junho de 2019. A bomba foi cronometrada para explodir dali uma hora. “Como planejado, a explosão ocorreu. Danificou a estrutura interna do banheiro. Atingiu a porta de acesso, janela, causou trincas nas paredes, deslocamento de azulejos, rupturas das portas de madeira das divisórias dos sanitários, ruptura de uma parede divisória, destruição parcial do mictório, ruptura do sistema hidráulico, danos no teto, destruição de luminária, trincas e abertura na estrutura”, diz a denúncia.

Além dos danos materiais, a explosão causou ferimentos em dois servidores que estavam no prédio. “Assim agindo, ao colocar o artefato explosivo em banheiro público, com circulação de considerável quantidade de pessoas, tanto servidores como inúmeras pessoas que buscavam atendimento no local, assumiu o risco de produzir o resultado morte”, afirmou o promotor.

Antes do ataque à prefeitura, Penha decidiu testar o potencial lesivo das bombas, colocando artefatos explosivos no banheiro de um supermercado, em uma lixeira no Centro e no Distrito do Una. Estes fatos são investigados em outro processo.

Ao condenar o réu, os jurados acataram integralmente a tese do Ministério Público.

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