Cidades Ilhabela

Justiça condena Colucci a quatro anos de prisão e a perda dos direitos políticos por cinco anos

Por Salim Burihan

A justiça de Ilhabela condenou o ex-prefeito Toninho Colucci  a quatro anos e seis meses de prisão, em regime semiaberto e a perda dos direitos políticos por cinco anos. Sua esposa Lúcia Colucci também foi condenada três anos e dois meses, pena substituída por prestação de serviços à comunidade.

Colucci e a esposa foram condenados em primeira instância em ação proposta pelo MP(Ministério Público) em 2018. O MP acusou Colucci pelo fato dele colocar a sua mulher para trabalhar no gabinete em 2009, quando era prefeito de Ilhabela. Lúcia era dentista concursada e efetiva da prefeitura.

O juiz Vitor Hugo Aquino de Oliveira, de Ilhabela, decidiu pela condenação de Colucci e sua esposa no dia 1º de fevereiro. Em sua decisão, o juiz ainda cobrou R$ 156.075,02 de ressarcimento aos cofres públicos de Ilhabela.

O juiz concedeu o benefício de recurso em liberdade, diante da inexistência, no presente momento, de fundamentado para decretação preventiva dos réus. Ocorrendo o trânsito em julgado, o juiz determinou que seja comunicada  à Justiça Eleitoral e a execução da pena imposta. Ainda cabem recursos a decisão proferida pelo juiz..

Colucci

O ex-prefeito Colucci afirmou que ainda não foi notificado da decisão do juiz. Ele, no entanto, considerou absurda a decisão. “Vamos recorrer ao TJ e se preciso ao STJ. Vamos reverter a decisão e fazer valer a justiça”, comentou.

Segundo Colucci, sua esposa foi transferida para o gabinete, na época, para dar assessoria nas questões ligadas a saúde, sem ocorrer qualquer remuneração extra. Segundo ele, ela recebia como dentista concursada e efetiva e teria prestado ótimos serviços.

Na segunda gestão de Colucci, Lúcia foi nomeada Secretária de Saúde de Ilhabela. “Ocorreram questionamentos pelo MP, mas revertemos no TJ. Ela fez uma excelente gestão como secretária de Saúde”, comentou. Lúcia Colucci se aposentou em 2017.

O processo do MP, segundo ele, teve dois desdobramentos. “Um na esfera Cível, que conseguimos reverter quase que em sua totalidade e que não oferece riscos a uma possível candidatura”, afirmou.

O outro, na esfera Criminal, que é justamente a condenação proferida no dia 1º de fevereiro. “Estamos tranquilos e vamos recorrer. Não ocorreu nenhum dolo aos cofres públicos. Minha mulher tinha 24 anos de prefeitura quando foi me assessorar no gabinete, recebendo o mesmo salário que recebia como dentista”, contou.

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