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Baixada Santista cria observatório para monitorar óleo que polui o Nordeste

O misterioso óleo que atinge desde o mês passado as praias do Nordeste, apareceu nesta terça, em Abrolhos, no sul da Bahia. Aqui, no Litoral Norte, ambientalistas acreditam que dificilmente esse óleo possa aparecer por aqui. Na Baixada Santista, nesta terça(29), nove prefeituras decidiram criar um observatório com apoio do Ibama e Marinha para “monitorar” o óleo

Por Salim Burihan

Os municípios da Baixada Santista, entre eles, Santos, decidiram criar um observatório costeiro para atuar no monitoramento e prevenção ambientais, após o vazamento de óleo, que atinge as praias no Nordeste, desde o mês passado.

Aqui no Litoral Norte, ambientalistas consultados pelo Tamoios News disseram não acreditar que o óleo possa chegar em nossas praias. Foram consultados representantes do Instituto Argonauta e do Projeto Baleia à Vista, entidades bastante atuantes na região.

As prefeituras do Litoral Norte, também, parecem não acreditar que a poluição por óleo, que vem atingindo o Nordeste, cuja origem ainda não identificada, possa atingir a nossa região. As prefeituras não divulgaram nenhuma ação ou programa de prevenção neste sentido. Nesta terça, o óleo chegou a região de Abrolhos, no sul da Bahia.

Prevenção

Secretários de meio ambiente da Baixada Santista se reúnem com Ibama e Marinha para criar o observatório costeiro. Foto: Reprodução TV Tribuna

Nesta terça(29), nove secretários de meio ambiente da Baixada Santista se reuniram, na Prefeitura de Santos, com representantes do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e da Marinha, em Santos.

Segundo o secretário de Meio Ambiente de Santos, Marcos Libório, a ideia é prevenir e fazer avaliação dos riscos desta mancha de óleo chegar ao litoral paulista.

Os municípios da Baixada Santista também decidiram verificar algumas necessidades, como treinamento, capacitação das equipes técnicas, de limpeza de praias, envolvimento e orientação à população para que não se exponham, inadvertidamente, a produtos que sejam tóxicos.

Libório disse acreditar que com as correntes de verão, quem sabe, com a mudança da corrente em direção ao sul, às manchas possam acabar chegando ao litoral paulista.

“Nós precisamos estar preparados porque é igualmente tóxico e problemático. O que a gente precisa é agir antecipadamente”, disse o secretário de Meio Ambiente de Santos, em entrevista concedida a TV Tribuna, nesta terça(29).