Geral São Sebastião

Estudo do IPT apontou 52 áreas de risco em São Sebastião

Um estudo atualizado do IPT(Instituto de Pesquisas Tecnológicas) apontou a existência de cinquenta e dois setores sujeitos a deslizamentos de terra em São Sebastião.

Essas áreas foram levantadas no mapeamento de áreas de risco da cidade, em um projeto da Seção de Investigação, Riscos e Desastres Naturais  do IPT.

O estudo realizado no ano passado é o mais atualizado até agora. O último levantamento feito na cidade pelo IPT era de 2006, quando foram mapeadas 21 áreas de risco no município.

O trabalho foi feito entre os meses de agosto e dezembro de 2018, no âmbito do Programa de Apoio Tecnológico aos Municípios(Patem), da Secretaria dé Desenvolvimento Econômico do Estado de São Paulo, para a proposição do Plano Municipal de Redução de Riscos (PMRR).

A atualização das condições das áreas de risco em 21 áreas no município, cujo último mapeamento havia sido realizado em 2006 pelo Instituto Geológico (IG), foi feita a partir de indicações e discussões pelas equipes técnicas da Prefeitura Municipal de São Sebastião, Defesa Civil do município e do IPT. A metodologia dos trabalhos, para a execução de PMRR, seguiu o modelo proposto pelo Ministério das Cidades, hoje integrado ao Ministério do Desenvolvimento Regional.

O levantamento contemplou a identificação e a análise das áreas de risco sujeitas a deslizamentos de terra e a inundações, a indicação de intervenções estruturais e não estruturais naquelas que apresentaram setores de risco alto (R3), a determinação da estimativa de custos para as intervenções estruturais, a priorização das intervenções e o levantamento de fontes de financiamento.

“Existe uma diferença entre um mapeamento mais simples, como o executado em 2006, para um PMRR: neste último, chega-se a custos de intervenção e é feita uma hierarquização das áreas, junto com a prefeitura, para priorizar as áreas em que serão alocados os recursos. Isso não significa que o atual levantamento está correto e o de 2006 não, apenas foram feitos em duas épocas”, explica a pesquisadora Alessandra Cristina Corsi.

Os resultados do mapeamento para movimentos de massa (deslizamentos) indicaram 16 setores de risco alto, com 161 moradias, e 36 setores de monitoramento (substituindo a antiga classificação de R1 e R2), com 2.043 moradias, em um total de 52.

Cinco dos 16 setores R3 tiveram indicações de intervenções estruturais pelo IPT, e 11 necessitam de estudos mais aprofundados (ou ainda a intervenção estrutural não é aconselhada). Não foram encontrados no levantamento setores de risco muito alto, os denominados R4.

“A ocupação das áreas de risco é muito dinâmica: considerando o intervalo de 12 anos entre 2006 e o novo trabalho, foi feito um novo mapeamento praticamente”, afirma Geraldo Figueiredo de Carvalho Gama, pesquisador e coordenador do projeto. “Foram levados em consideração os resultados do mapeamento anterior porque a situação é outra atualmente: algumas áreas deixaram de ser de risco e outras tiveram uma redução do nível – um exemplo dessa dinâmica está no fato de não terem sido encontradas áreas R4”.

Foram também vistoriadas para os processos de inundações 16 áreas e encontrados 34 setores, dos quais dois foram identificados como risco alto e 32 de monitoramento. Do total de 34 setores, seis estão relacionados a processos de alagamentos e 28 a inundações. O levantamento contabilizou 4.032 moradias no total.

“O relatório determina os parâmetros para a implantação e o desenvolvimento de uma política pública municipal de gestão de riscos em áreas de ocupação precária do município, em uma gestão participativa, relacionando diversos estudos no sentido de garantir a objetividade em relação à realidade de riscos do município”, completa o pesquisador e chefe da seção no IPT, Fabricio Araújo Mirandola. “Além disso, o trabalho apresenta possíveis fontes de financiamento disponíveis para a municipalidade buscar recursos a fim de equacionar os problemas habitacionais em seu território”.

Áreas de Risco

A Prefeitura de São Sebastião informa que o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) atualizou o Mapa das Áreas de Risco do Município, e elaborou o Plano Municipal de Redução de Risco. Assim, o trabalho indicou 21 áreas (bairros), e 52 setores (localidades dentro dos bairros) de risco de deslizamento de terra, e 34 setores de inundações, em toda extensão do município. Confira as áreas de risco atualizadas pelo IPT no município:


Risco de deslizamento

Barequeçaba tem dois locais de risco de deslizamento

Bairro:
Barequeçaba – 2 setores;
Barra do Sahy – 1 setor;
Boiçucanga – 7 setores;
Cambury – 3 setores;
Enseada – 1 setor;
Itatinga – 7 setores;
Jaraguá – 2 setores;
Juquehy – 7 setores;
Maresias – 3 setores;
Morro do Abrigo – 6 setores;
Olaria – 4 setores;
Paúba – 2 setores;
Topolandia – 3 setores;
Toque Toque Pequeno – 2 setores;
Varadouro – 1 setor.

Risco de alagamento

Canto do Mar, um dos locais de alagamento

Boracéia – 1 setor;
Barra do Una – 2 setores;
Juquehy – 1 setor;
Baleia Verde – 1 setor;
Cambury – 6 setores;
Boiçucanga – 4 setores;
Maresias – 3 setores;
Paúba – 2 setores;
Toque Toque Pequeno – 1 setor;
Barequeçaba – 1 setor;
Topolandia – 1 setor;
Centro – 1 setor;
Enseada – 4 setores;
Jaraguá – 1 setor;
Canto do Mar – 5 setores;
São Francisco – 1 setor.
 

 

 

 

 

Um vídeo produzido pelo IPT(Instituto de Pesquisa Tecnológica), produzido para a Prefeitura de Mauá(SP), no Plano Municipal de Redução de Risco, traz informações relevantes para identificação de riscos e prevenção de acidentes em áreas de riscos. Confira:

 

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