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Litoral Norte: Chuva e lixo contribuem para o aumento no número de praias poluídas

Pela segunda semana consecutiva, o Litoral Norte registra um número elevado de praias impróprias. São 33 praias indicadas como impróprias na região. Segundo a Cetesb, o aumento da poluição é decorrente das chuvas que carregam lixo e esgoto para o mar

Por Salim Burihan

Tradicionalmente, a poluição aumenta nas praias da região, nos períodos de alta temporada, devido a grande movimentação turística e também, o reduzido número de domicílios atendidos pela coleta e tratamento de esgoto. Segundo a Cetesb, em relatório de 2017, apenas 52% dos domicílios da região possuem coleta e tratamento de esgoto.

Ilhabela, pela segunda semana, aparece com 17 de suas 19 praias monitoradas pela Cetesb(Companha de Tecnologia Ambiental do Estado de São Paulo) como impróprias. Na ilha, estão em boas condições para banho as praias Barreiros do Sul e Barreiros do Norte.  

Em Ilhabela, a praia do Curral, está imprópria para banho há duas semanas

Segundo a Sabesp, Ilhabela tem Ilhabela tem apenas 52% de suas residências atendidas pela coleta e tratamento de esgoto. É um dos menores percentuais do Litoral Paulista e o pior da região.

Com relação ao novo contrato, extraoficialmente, devem ser investidos R$ 130 milhões pela Sabesp e R$ 160 milhões pela prefeitura. Esses valores devem ainda ser revisado no PMSB(Plano Municipal de Saneamento Básico).

Em São Sebastião, das 29 praias monitoradas, dez estão poluídas, entre elas, as badaladas praias da costa sul, como Maresias, Camburi, Sahy e Barequeçaba. 

Camburi, na costa sul de São Sebastião, está imprópria para banho

Conforme a Sabesp, a cidade possui 76% de suas moradias atendidas pela coleta, mas apenas 55% do esgoto coletado recebe tratamento.

A prefeitura assinou um convênio de Prestação de Serviços com a Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo), nele estão previstos investimentos de R$ 610 milhões em todo o município durante os próximos 30 anos.

Em Caraguá, que tem o melhor índice de saneamento básico da região, 86% dos domicílios da cidade são atendidos pela coleta e tratamento de esgoto, três praias estão poluídas: Massaguaçu, Indaiá e Palmeiras

Massaguaçu, em Caraguá, está poluída

O novo contrato assinado entre a prefeitura e a Sabesp prevê investimentos na ordem de R$ 434 milhões nos próximos 30 anos, sendo boa parte das obras de esgoto,  programadas ainda para 2019.

Ubatuba ainda negocia com a Sabesp a renovação de seu contrato para obras de saneamento básico. O índice de domicílios com coleta e tratamento de esgoto é baixo: 52%, mas nem todo ele é tratado.

A cidade, também, registra três praias impróprias para banho: Itaguá, Santa Rita e Perequê-Mirim.

Cetesb

Segundo a Cetesb, a alteração na balneabilidade das praias ocorre em razão das chuvas e da poluição. Em maio houve registro de 77 mm de chuva entre os dias 17 a 19. Já em 1º e 2 de junho foram computados 53mm. Com a chuva, o lixo descartado nas ruas é carregado para as praias.

A Cetesb informou ainda que as ocupações e o despejo irregular de esgoto também contribuem para que o mar seja considerado impróprio. Sobre o trabalho de monitoramento da balneabilidade das praias, a CETESB avalia a qualidade  conforme critérios estabelecidos no Art. 1º da Resolução Conama nº 274/00.

Segundo a empresa, nos monitoramentos semanais é avaliada  a concentração de bactérias fecais (enterococos) presentes na água. São essas concentrações que definem se a praia está própria ou imprópria para banho. A Cetesb não avalia a presença de metais pesados ou agrotóxicos na água do mar coletada para as análises.

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