Geral Ubatuba

PM promove Campeonato Militar de Surfe em Ubatuba

Legal, a Polícia Militar, que nas décadas de 70 e 80, suspeitava de todo e qualquer surfista cabeludo e com a prancha debaixo do braço ou em cima do rack, hoje, convive em harmonia e respeita a galera do surfe. O surfe evolui e a PM também. Em julho, a PM realiza um campeonato militar de surfe com apoio da AUS(Associação Ubatubense de Surfe)
Por Salim Burihan
Aqueles tempos difíceis para os surfistas que frequentavam o Litoral Norte não existem mais. Não existe mais preconceito, principalmente, por parte da PM.  Antigamente, surfista era visto como vagabundo e maconheiro, pela maioria dos policiais e,  é claro, por boa parte da população. O surfe fez história,  ajudou a desenvolver o turismo e divulga internacionalmente a região.
As praias de Itamambuca, em Ubatuba e Maresias, em São Sebastião, são conhecidas no mundo todo. Surfistas como Gabriel Medina, bicampeão mundial, Filipe Toledo, terceiro no ranking mundial, entre outros, são destaques internacionais neste esporte.
Assim como o surfe evoluiu, a polícia militar também se modernizou. Hoje, a corporação vê o surfista com outros olhos, com respeito e até com admiração. São parceiros em eventos e, também, nos salvamentos. Surfistas de Ubatuba, São Sebastião e Caraguá, por exemplo, colaboram com o Gbmar(Grupamento de Bombeiros Marítimos), nos salvamentos de banhistas em área de riscos nas praias.
Para a Policia Militar, o surfe percorreu nas últimas décadas um longo caminho de lapidação de sua imagem para atingir o status que tem nos dias de hoje, deixou para trás uma enorme carga de preconceito e atualmente é praticado por pessoas dos mais diversos níveis sociais, culturais e profissionais.

Major Guimarães, surfista e um dos organizadores do campeonato militar de surfe em Ubatuba

“A Polícia Militar, enquanto instituição moderna acompanhou essa evolução da sociedade, a corporação que sempre estimulou a prática de esportes para o condicionamento físico de seus integrantes e como ferramenta de aproximação com a comunidade. Com o surfe não foi diferente, hoje temos muitos policiais surfistas, distribuídos nas unidades de policiamento, choque, corpo de bombeiros, ambiental e rodoviária”, afirma o major-surfista Alexandre de Oliveira Guimarães. 
A PM, também, aderiu ao esporte. Pelo menos 80 deles, aqui na região, surfam e até disputam competições.  É o caso do major  Guimarães, de 47 anos, um dos idealizadores do campeonato oficial da PM, que será realizado nos dias 20 e 21 de julho, na praia Grande, em Ubatuba.

Major Guimarães surfando em Ubatuba

O major surfa desde os 14 anos de idade, já disputou campeonato, na categoria long board obtendo boas colocações. Segundo ele, antigamente o surfista sofria preconceito, não era bem visto, hoje não. “Não existe mais este preconceito por parte da PM”, garante Guimarães.
Segundo ele, mudou porque o surfe brasileiro é destaque internacional e é um esporte praticado por todas as classes sociais. A própria PM, segundo Guimarães, estimula a prática do surfe entre os seus integrantes. O major garante que cada vez mais PMs deverão aderir a modalidade.
O PM Henrique Muller, de 33 anos, que colabora na realização do campeonato oficial da corporação, também, surfa, Suas praias preferidas em Ubatuba, são a Vermelha do Norte e Grande. Muller considera os surfistas Ítalo Ferreira e Filipe Toledo os melhores surfistas brasileiros na atualidade.
Muller e o bombeiro Conde foram os pioneiros em promover um campeonato de surfe,  exclusivo, para policiais militares, em 2015. O que era uma simples confraternização entre os policiais da região foi pouco a pouco crescendo. O evento chamava “1º Encontro Militar de Surf”.

edição realizada no ano passado na Praia Grande

Devido ao sucesso e às diversas reivindicações dos atletas militares para que houvessem outras edições, o que parecia apenas uma confraternização, passou a denominar-se “Circuito Militar de Surf”, composto a partir de 2016 de três etapas, com diferentes categorias, em apenas um dia de competição.
No ano de 2018, já com a participação do Major PM Alexandre e o Major PM  Paulo Cavalheiro, na comissão organizadora, o circuito passou a ser realizado em dois dias. Desde 2015 foram realizados 05 eventos, contando com o patrocínio da marca Pro-Lite, comandada pelo Maurício Mãos, na produção de equipamentos de qualidade para surf nacional.
O evento foi crescendo e atraindo surfistas de várias cidades e estados. O PM Luan Xavier, da cidade de Itanhaém, por exemplo, que participa do campeonato de Ubatuba, disputa o campeonato brasileiro. Existem consultas de Sergipe, entre outros estados, de surfistas PMs e Bombeiros, interessados em participar da competição este mês.

galera que participou em 2018

Os organizadores pensam grande e pretendem valorizar cada vez mais o evento. Criaram até uma sigla: MSL(Militar Surf League).
O “Campeonato Militar de Surf” organizado pelo 20º BPM/I Litoral Norte,  que este ano ocorrerá nos dias 20 e 21 de julho, premiará com troféus e brindes os vencedores nas categorias Master Militar, Open Militar, Long Board Militar e Open Aberto, uma etapa para os surfistas da região que não são militares.

Galera da AUS julga os surfistas militares

O campeonato utilizará as mesmas regras dos torneios nacionais e terá como juízes, membros da Associação Ubatubense de Surf(AUS). A rapaziada da AUS vai avaliar a técnica e as manobras radicais. O Campeonato Militar de Surf deixou de ser confraternização para se transformar em competição.
As inscrições podem ser feitas até a semana que vem, diretamente na AUS ou com o PM Muller, através do telefone (12) 97401-0617. O local da disputa será em frente a sede do Gbmar, na Praia Grande.
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