Geral Litoral Norte

Turista deve evitar pescar nas costeiras, recomenda o GBmar(Grupamento de bombeiros Marítimos) do Litoral Norte

Entre julho e outubro é tradicionalmente o período em que ocorrem mais acidentes com pessoas que gostam de praticar a pesca nas costeiras do Litoral Norte. A maioria, infelizmente, acaba perdendo a vida. Escorregam ou são lançados pelas ondas ao mar e morre afogada. É uma pescaria muito arriscada

GBmar sempre passa pelas costeiras para alertar e prevenir os pescadores

Por Salim Burihan

Turistas da capital, da grande São Paulo e do Vale do Paraíba aparecem em bom número durante esse período para pescar na região. Muitos deles, desrespeitam as recomendações dos caiçaras e dos bombeiros.  São as maiores vítimas deste tipo de acidente.

Pescar de uma costeira os riscos dão bem maiores, que pescar na beira de um rio ou lago ou fazer o arremesso da areia da praia. As pedras lisas e o avanço das ondas podem provocar acidentes.

Em junho do ano passado, o turista Rogério Bueno da Cruz, de 35 anos, de Mogi das Cruzes, caiu ao mar, durante uma pescaria com três amigos, na praia de Toque Toque Grande, na costa sul de sebastianense.

 

Ele foi atingido por uma onda quando pescava na costeira, que fica no lado esquerdo da praia, caiu no mar e depois de boiar por algum tempo afundou. Os amigos nada puderam fazer, porque nenhum deles sabia nadar, inclusive, Rogério. Os amigos comunicaram o caso ao Gbmar(Grupamento de Bombeiros Marítimos) de Maresias.

O corpo de Rogério foi localizado no dia seguinte em outra praia. Um mês antes, outro turistas-pescador havia morrido no mesmo local, pelo mesmo local. Os caiçaras de Toque Toque ou de qualquer praia sempre orientaram os pescadores-turistas para não pescarem nos rochões, mas poucos acatam as recomendações.

Bombeiros procurando por turista-pescador desaparecido

O soldado Felipe Tamasiro, do Gbmar, disse que, é recomendável evitar as pescarias na costeira do lado esquerdo de Toque Toque Grande, quando o mar estiver de ressaca.

“Tem sido muito grande a ocorrência de acidentes deste tipo em Toque Toque Grande. Eu  já estive várias vezes por lá para participar de buscas ao pescadores desaparecidos”, disse Tamasiro.

O comandante do Gbmar no Litoral Norte, capitão João Batista Rapaci, tem uma mapa dos locais onde ocorre a maioria dos acidentes e mortes envolvendo turista-pescadores.

Na Ilha, é na Ponta da Sepetiba. Em São Sebastião, nas costeira da Barequeçaba e Toque Toque Grande e na ilha que fica em frente.  Em Ubatuba, na Ponta Aguda.

“São locais escorregadios, onde os pescadores estão sujeito a acidentes e, normalmente, caem no mar. Em outras ocasiões, caem no mar, durante o lançamento da linha, por escorregarem na pedra lisa. Alguns, são levados pelas ondas que arrebentam nas pedras. É um risco muito grande”, comentou Rapaci.

Segundo ele, esses locais não possuem salva-vidas, o que dificulta e atrasa o atendimento. São locais de difícil acesso, mas com placas sinalizados o perigo. Os acidentes ocorrem durante o dia e a noite. O ideal é evitar pescar nesses locais, mas existem outras orientações.

“Usar um calçado que evite os escorregões, usar colete salva-vidas, informar alguém da família sobre o local e horário que pretende retornar da pescaria, ter um celular  e nunca pescar sozinho”, são algumas das dicas de Rapaci, para quem pretende pescar numa costeira.

 

 

 

 

 

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