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Veleiro homenageia “Marielle” na abertura oficial da Semana Internacional de Vela de Ilhabela

No tradicional desfile de barcos, que abriu na manhã de domingo (14) a 46ª edição da Semana Internacional de Vela de Ilhabela, uma embarcação chamou a atenção, entre as mais de 100 que desfilaram no canal de São Sebastião, trata-se do veleiro  Henriette II, que pela primeira vez, em 46 anos, deu um cunho político ao mais tradicional evento de vela da América do Sul.

O veleiro prestou uma homenagem a vereadora Marielle , do Rio de Janeiro, assassinada em 14 de março de 2018, crime até hoje não solucionado pela policia carioca. Em sua vela principal, a embarcação tinha a foto do rosto de Marielle e a inscrição “Vive”.

“A ideia é essa mesmo, manifestar contra o que vem acontecendo no nosso país e para isso, escolhemos homenagear a Marielle”, contou o dono do veleiro, o biólogo e artista plástico, João Paulo de Paula.

José Paulo, que participa com mais dois tripulantes, das competições oficiais da semana internacional de vela, entende que sua iniciativa é das mais válidas pois chama a atenção, em um evento internacional, sobre um caso até hoje não solucionado pela policia brasileira, envolvendo um político, ligado aos movimentos sociais.

Centenas de pessoas, entre turistas e moradores do arquipélago, se concentraram no Race Village, montado no Centro Histórico da Vila e nas praias da ilha, para assistir às 120 embarcações de diversos tamanhos desfilarem no canal de São Sebastião, entre elas, o Henriette II.

A embarcação de José Paulo, que disputa as regatas da Semana Internacional de vela de Ilhabela, é a única entre as embarcações participantes a promover um protesto durante as competições deste ano. Segundo consta, a iniciativa é pioneira no mais tradicional evento internacional de vela de Ilhabela, que este ano comemora 46 anos.

Marielle

Marielle Francisco da Silva, conhecida como Marielle Franco, foi uma socióloga, política, feminista e defensora dos direitos humanos brasileira. Filiada ao Partido Socialismo e Liberdade, elegeu-se vereadora do Rio de Janeiro para a Legislatura 2017-2020, durante a eleição municipal de 2016, com a quinta maior votação. Crítica da intervenção federal no Rio de Janeiro e da Polícia Militar, denunciava constantemente abusos de autoridade por parte de policiais contra moradores de comunidades carentes. Em 14 de março de 2018, foi assassinada a tiros junto de seu motorista, Anderson Pedro Mathias Gomes, no Estácio, Região Central do Rio de Janeiro. O crime até hoje não foi esclarecido pela polícia do Rio de Janeiro.

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