Caraguatatuba Legislativo

Câmara abre CPIs para apurar supostas irregularidades cometidas por vereadores da oposição

A “guerra” entre situação e oposição se acirrou em Caraguá. A Câmara de Caraguá aprovou ontem, terça(8), duas CPIs(Comissões Parlamentares de Inquérito) para investigar os próprios vereadores. As CPIs envolvem os vereadores Ceará, Fernando Cuiú e Dennis Guerra, que votaram contra o projeto de financiamento da prefeitura e questionaram o caso na justiça.

O clima esquentou na sessão de ontem. Logo no começo da sessão, foram lidas as duas aberturas de comissões parlamentares de inquéritos. A primeira tem como intuito apurar eventual irregularidade com relação à circulação de áudios envolvendo os vereadores Elizeu Onofre da Silva (Ceará) e Fernando Augusto da Silva Ferreira (Fernando Cuiu). Segundo consta, o áudio aponta uma suposta negociação dos dois vereadores com um empresário.

A abertura desta CPI foi pedida pelo Vereador Renato Leite Carrijo de Aguilar (Tato Aguilar), que colheu as cinco assinaturas necessárias para que pudesse ser aberta. Além dele, assinaram: Aguinaldo Pereira da Silva Santos (Aguinaldo Butiá), João Silva de Paula Ferreira (De Paula), Salete Maria de Souza Paes e Vilma Teixeira de Oliveira Santos.

Atendendo o disposto no artigo 73 do regimento interno, foi feito um sorteio para escolher os parlamentares que irão compor a comissão, que será formada por: Presidente: Aguinaldo Butiá; Relator: Dennis da Silva Guerra e Vilma Teixeira de Oliveira Santos, Membro.

A segunda CPI também foi solicitada por Tato Aguilar para apurar suposto abandono de animal na residência localizada no Pontal Santa Marina, envolve o vereador Dennis Guerra. Os mesmos cinco vereadores assinaram o pedido. Compõem a comissão os parlamentares: Fernando Cuiu (Presidente); Ceará (Relator) e Celso Pereira (Membro).

O prazo de funcionamento das CPIs será de 180 dias, podendo ser prorrogado por menor ou igual prazo, desde que devidamente aprovado em plenário em tempo hábil.

Um dos vereadores de oposição, que não quis se identificar, afirmou que tudo não passa de perseguição do grupo da situação que aprovou o financiamento da prefeitura contra os vereadores que  rejeitaram e denunciaram o financiamento na justiça.

Nos bastidores, surgiram comentários de que, um outro vereador de oposição, chegou a ser ameaçado de ter seu cargo cassado por decoro parlamentar. A um ano das eleições municipais, a briga política, envolvendo vereadores da base do atual prefeito Aguilar Júnior contra os parlamentares ligados ao ex-prefeito Antonio Carlos, se acirra cada vez mais.

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