Mundial de Surfe

Para Medina, 2019 foi um “ano irado”

Medina irá disputar os jogos olímpicos de Tóquio

O ano de 2019 foi bom para os dois principais surfistas do Litoral Norte, Gabriel medina e Filipinho Toledo. Medina foi vice-campeão mundial e se classificou para a disputa dos jogos olímpicos de Tóquio em 2020. Para Medina, que comemora 26 anos neste domingo, 2019 foi “um ano irado”

Por Salim Burihan

Os dois principais surfistas do Litoral Norte, o bicampeão Gabriel Medina, de São Sebastião e Filipe Toledo, de Ubatuba, tiveram excelente desempenho no mundial de surfe 2019, encerrado na quinta(129), em Pipeline, no Havaí.

Medina, que disputou a final vencida pelo potiguar Ítalo Ferreira, novo campeão mundial, conquistou o vice-campeonato.

O surfista de Maresias, campeão em 2014 e bi em 2018, somou 56.475 pontos, com duas vitórias(Jeffrey’s Bay e Surf Ranch) e dois segundo lugares.

Medina faturou US$ 413.200 apenas nas disputas deste ano, sem contar o que recebe de seus patrocinadores.

Gabriel Medina irá disputar as olimpíadas de Tóquio em 2020 junto com Ítalo Ferreira, a disputa será na praia de Tsurigasaki, em Chiba, que fica a 60 quilômetros de Tóquio, entre 24 de julho e 9 de agosto.

Antes das olimpíadas, o bicampeão irá disputar seis provas do circuito mundial de 2020, a primeira delas, de 26 de março a 5 de abril, na Austrália.

Medina, que completa 26 anos, neste domingo(22), postou nas redes sociais uma mensagem aos seus milhares de seguidores. Veja a mensagem:

– Obrigado Senhor por mais um ano concluído. Obrigado família, amigos, patrocinadores e a todos pela torcida e pelas orações. ❤️ Esse ano foi irado, só tenho agradecer! Coloquei tudo de mim lá, dessa vez não foi. Parabéns ao Ítalo, ele merece esse titulo. Ate ano que vem, voltaremos mais fortes. 💪😊 e… eu amo Pipeline, que onda da hora hahaha até a próxima✌️ – publicou nas redes sociais.

Filipinho Toledo, de Ubatuba, terminou em quarto lugar o mundial de surfe deste ano. Somou 49.145 pontos. Toledo conseguiu uma vitória, em Saquarema, no Brasil e dois segundos lugares.

Filipe Toledo, que ficou entre os cinco melhores do mundo em 2018 e 2019, tentará seu primeiro título em 2020

O jovem surfista de Ubatuba, que tem como técnico seu pai, Ricardinho Toledo, bicampeão brasileiro de surfe, vive na Califórnia e vem crescendo e evoluindo na principal categoria do surfe mundial.

Filipinho estrou no WSL em 2013, aos dezessete anos. Em 2018, ficou em terceiro no ranking mundial; este ano, terminou em quarto lugar. Em 2020, o surfista ubatubense tentará seu primeiro título mundial.

Brasil, país do surfe

O surfe nunca esteve em um momento tão bom como este no Brasil: neste ano, dos 34 surfistas que disputaram a categoria principal masculina do Championship Tour da WSL, 12 eram brasileiros e três deles ficaram entre os quatro melhores do mundo: Ítalo Ferreira sagrou-se campeão mundial; Gabriel Medina é o vice-campeão; e Filipe Toledo ficou em quarto lugar no ranking mundial. Ítalo e Medina representarão o Brasil na estreia do surfe como esporte olímpico, nos Jogos de Tóquio em 2020.

Em 2019 Tatiana Weston-Web foi a sétima colocada no campeonato mundial feminino de surfe e Silvana Lima a oitava colocada no ranking das mulheres. A gaúcha Tatiana – que é filha de uma brasileira com um inglês – e a cearense Silvana já se classificaram para representar o Brasil nos Jogos de Tóquio. E nos últimos dias de novembro, o jovem catarinense Lucas Vicente sagrou-se campeão mundial na categoria Pró Júnior da World Surf League. “A vitória do Lucas indica ótimas perspectivas para o surfe nacional para as gerações futuras e que o esporte terá perenidade no futuro”, considera Martinho.

CEO da WSL para a América Latina, Ivan Martinho associa o efeito “Brazilian Storm” e o boom do esporte no Brasil a um aumento significativo do interesse das marcas em relação ao surfe e seu universo, o que fez dobrarem os investimentos de marketing em patrocínios à modalidade. “O trabalho é contar para as empresas qual é o nosso posicionamento e trazer marcas que tenham os mesmos preceitos que os nossos, inclusive os dos compromissos com sustentabilidade, qualidade de vida e igualdade de gêneros”, diz.

Os dados positivos do surfe continuam: em 2019, houve um aumento de 30% nos números de audiência nas mídias que transmitem os torneios em relação aos anos anteriores. E a Liga tem conquistado muito espaço no País realizando eventos de outras categorias em Florianópolis, Rio de Janeiro, São Paulo, Bahia e Pernambuco. No ano que vem, além destas, a WSL pretende expandir território, explorando mais regiões brasileiras.

Segundo informações da WSL, é o Brasil, aliás, que registra o histórico recorde mundial de público na praia para acompanhar uma etapa do campeonato. Aconteceu em 2015, no Rio Pro, na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro, quando cerca de 50 mil pessoas estiveram na areia por dia de competição.

Sobre a World Surf League (WSL)

A WSL tem como objetivo celebrar o melhor surfe do mundo nas melhores ondas, através das melhores plataformas de audiência. A Liga Mundial de Surf, com sede em Santa Mônica, na Califórnia (EUA), atua em todo o globo terrestre, com escritórios regionais na Austrália, África, América do Norte, América do Sul, Havaí, Europa e Japão.

A WSL vem promovendo os melhores campeonatos do mundo desde 1976, realizando mais de 230 eventos globais masculinos e femininos no ano para definir os campeões mundiais do World Surf League Championship Tour, Big Wave Tour, Redbull Airborne, Qualifying Series e das categorias Junior e Longboard, além do WSL Big Wave Awards. A Liga tem especial atenção para a rica herança do esporte, enquanto incentiva a progressão, inovação e desempenho nos mais altos níveis, para coroar os campeões de todas as divisões do Circuito Mundial.

Os principais campeonatos de surfe do mundo são transmitidos ao vivo pelo www.worldsurfleague.com e pelo aplicativo grátis da WSL. A World Surf League é pioneira em streaming online para uma enorme legião de fãs apaixonados e interessados em ver as grandes estrelas, como Kelly Slater, Stephanie Gilmore, John John Florence e muitos brasileiros, como Gabriel Medina, Adriano de Souza, Filipe Toledo, Ítalo Ferreira, Silvana Lima, Tatiana Weston-Webb, competindo no campo de jogo mais dinâmico e imprevisível de todos os esportes no mundo. *Com informações da WSL.

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