Mundial de Surfe

SURF: Começa neste sábado a final no Havaí. Filipinho e Medina estão confiantes

Está chegando a grande final do Circuito Mundial de Surf 2018. Começa amanhã, em Pipeline, no Havaí, a grande final. Dois surfistas de nossa região estão firmes na disputa do título. Medina continua liderando o ranking com 56.190; em segundo estão Filipe Toledo e o australiano Julian Wilson, ambos com 51.450; em terceiro vem Ítalo Ferreira, com 43.070.

Para Medina chegar ao bicampeonato mundial em Pipeline basta chegar na final,  mesmo caso Toledo ou Julian vençam no Havaí. Se nenhum dos dois, Toledo e Wilson, passarem ou vencerem a final, Medina será bicampeão mundial de surfe com um terceiro lugar.

Filipinho Toledo: “Não tenho pressão alguma, ainda mais agora que me tornei caçador”.

Novamente o brasileiro Filipe Toledo chega ao Havaí disputando o título mundial de surf. Em segundo lugar no ranking da World Surf League (WSL), o atleta de apenas 23 anos descarta a pressão na famosa etapa de Pipeline, que tem início neste sábado (8). Pelo contrário, demonstra confiança e avisa: “Não tenho pressão alguma, ainda mais agora que me tornei caçador”.

Filipinho no Havaí. Fotos: Keoki Saguido

“A expectativa está ótima, treinei bastante por aqui e, se a chance aparecer, estarei preparado”, diz o surfista de Ubatuba, que atualmente mora na Califórnia. “As chances existem e só vou desistir quando não tiver mais. Enquanto isso, minha fé só aumenta”, ressalta o atleta, que para ser campeão mundial, precisa chegar à final da etapa havaiana. “Se isso acontecer, vai ser tremendo. Todo mundo tem sua primeira vez e quem sabe a minha está chegando”, comenta.

Ele sabe que as possibilidades de título não são fáceis, ainda mais com dois especialistas em Pipe, mas demonstra determinação em seu objetivo. “Será bem emocionante cada fase do evento, sabendo que ninguém pode errar, para não dar chances aos outros. E, sinceramente, espero que não seja eu. Tem bastante gente me desejando boa sorte e dizendo que gostaria de me ver campeão, mas isso só saberemos no final”, afirma o atleta.

Vitorioso em duas etapas nesse ano, em Saquarema e em JBay, pelo segundo ano seguido, vice-campeão no Surf Ranch e terceiro no Taiti, Filipe faz um balanço positivo de sua temporada. “Ano excelente, cheio de aprendizado e me motivando ainda mais a conquistar o meu tão sonhado título mundial”, diz o surfista, que está no Havaí acompanhado da família, incluindo seus dois filhos, Mahina e Koa.

“Gosto muito de ter minha família ao lado. É sempre bom poder dar um beijo e um abraço na esposa ou filho quando as coisas não vão bem”, fala Filipinho, também enaltecendo seu pai e técnico, Ricardo Toledo. “Meu pai sempre esteve ao meu lado, foi três vezes campeão brasileiro de surf e me ajuda demais. Você se preocupar apenas com ir para o mar fazer o que mais ama é a melhor coisa. Ele sempre me deixa bem à vontade e me passa a confiança que preciso, para ir lá e fazer o que mais gosto”, complementa o atleta patrocinado por Hurley, Oi, Monster Energy, Nike, Oakley, GoPro, Sun Bum, SmoothStar, Stance, pranchas Sharp Eye e FCS.

1 Comentário

  • Não estou entendendo essa matemática: 56.190 + 6.500 do terceiro 62.690, 51.450+10.000 = 61.450. Por que ele não vence com o terceiro mesmo Julian o Felipinho sendo campeão? Na final muda o pontuação?

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