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Casal espalha placas educativas na praia de Guaecá

O casal Leandro e Sheila com a filha Lara, de 7 anos.

O argentino, Leandro Leonel Costantino, frequenta a praia de Guaecá, em São Sebastião, há 14 anos. Lá que ele conheceu sua esposa, Sheila Parise Mourão, que assim como ele é artesã. Juntos, recentemente, eles colocaram em prática um projeto que tinham em mente: Criar placas com frases de conscientização sobre a importância de preservação do meio ambiente e instalar ao longo da praia.

“Moramos em Minas Gerais, na cidade de Santo Antônio do Leite, perto de Ouro Preto e produzimos joias com prata e vendemos aqui em Guaecá. Toda temporada nós ficamos uns cinco meses em São Sebastiao. Já moramos em Barequeçaba. Esse ano ficamos em Guaecá, no Portal do Carmo, que é do lado esquerdo da praia. Todos os dias eu saia para vender minhas pratas e como também gosto de praticar esportes aquáticos vi que havia mais lixo que em outras épocas”, conta o argentino.

Leandro já tinha visto algumas placas no meio da praia com frases sobre a importância de não poluir a natureza. “Sempre achei muito legal essa iniciativa. Na cidade em que moramos em Minas Gerais já fizemos uma pracinha para as crianças, com brinquedos feitos de madeira, coisa da qual sou orgulhoso, pois ver as crianças se divertindo me deixa super feliz. Gosto da ideia de poder contribuir de alguma forma com o local que me acolhe”, revela.

Para a iniciativa das placas de Guaecá Leandro e Sheila contaram com a ajuda de alguns moradores, entre eles, Vitor Moreira (da @ecoguaeca), do letrista Érico Peretta, Tati Cacioli, que doou parte das tintas e também tiveram apoio de vizinhos do Portal do Carmo, com doações de dinheiro, madeira e mourões.

Uma das colaboradoras do projeto, Mirian Abbamonte de Albuquerque, que é artista plástica, mora em São Paulo, mas tem casa em Guaecá, recolhe o lixo da praia quando sai para caminhar e assim que soube da ideia de Leandro se prontificou a ajudar. “Tenho uma indignação com o lixo na praia. Achei bárbaro o projeto. Eu não pude colaborar pondo a mão na massa, mas contribui com dinheiro. Precisamos fazer mais isso. As pessoas deveriam ter essa consciência, pra mim isso é básico”, diz Mirian.

Outro apoio importante foi da família Moreira, que é do grupo Ecoguaeca. “Eles me ajudaram a pegar madeira e também com dinheiro e a falar com outras pessoas”, lembra Leandro.

O casal Leandro e Sheila confeccionaram as placas com cores vivas e frases curtas. “Minha esposa é formada em artes plásticas pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) e usou técnicas de desenho e pintura intuitiva, com tinta acrílica e verniz.

Sheila confeccionando as placas.

“O mais interessante é que as pessoas demoraram pra entender a minha ideia das placas, mas quando viram que estávamos fazendo mesmo e estavam ficando bonitas elas quiseram ajudar de alguma forma e auxiliaram na instalação. Isso me deu muita felicidade de conseguir mostrar a um grupo que podemos fazer, quando nos unimos!”, emociona-se o artesão.

O pessoal do bairro ficou empolgado com a instalação das placas.

As placas foram instaladas no sábado do final de semana de Páscoa. “Eu estava para ir embora novamente para Minas Gerais e as placas estavam prontas, daí falei com a garotada aqui do bairro para me ajudarem a instalar e quando me dei por conta várias pessoas estavam empenhados e felizes em estar colaborando com a finalização do projeto”, alegra-se.

Para as bitucas de cigarro a ideia de Leandro e Sheila é cortar bambus em pedaços e transformar em cinzeiros e deixar na entrada da praia. “Mas não deu tempo de colocar esse projeto em prática. Faremos em nossas próximas vindas a Guaecá. Esse bairro é muito importante para a minha família, por isso também que eu quis fazer as placas, como agradecimento por tudo que me é dado todos os anos. E também pelas beleza que Guaecá tem, que todos deveriam ter a consciência de preservar”, finaliza.