Caraguatatuba Cidades

Ambulantes retomam atividades nas praias, mas reclamam das vendas

A ambulante Rosilene, reclama que apesar do movimento aumentar, vendas estão muito fracas

O tempo bom e o forte calor registrado nas cidades do Litoral Norte nos últimos três dias colaboraram para que muita gente fosse a praia. Ontem, sábado, os termômetros chegaram a casa dos 25 graus e a sensação térmica aos 35º, parecia um típico dia de verão.

Os guarda-sóis apareceram em maior números na maioria das praias.  Como ocorreu na quinta(11) e sexta(12), a maioria dos banhistas respeitou o distanciamento a beira mar e evitou aglomerações.

No Capricórnio, em Caraguatatuba, banhistas respeitaram o distanciamento

A presença dos banhistas em maior número não atraiu os ambulantes. Em São Sebastião, onde a prefeitura liberou o trabalho deles no feriado, apenas 5% dos ambulantes foi trabalhar. A cidade tem cerca de 600 ambulantes cadastrados.

“Sem poder instalar mesas e cadeiras fica muito difícil trabalhar. A maioria dos banhistas que estão frequentando as praias é de veranistas. Não está valendo a pena, eles tem tudo em suas casas que ficam pé na areia”, disse o presidente da associação de ambulantes de São Sebastião, Adilson reis.

Ele disse acreditar que somente após a reabertura de hotéis e pousadas é que o comércio ambulante nas praias irá melhorar. “A informação [e que a prefeitura deverá liberar o funcionamento desses estabelecimentos a partir de julho”, afirmou Reis.

Segundo ele, a maioria está dependendo do auxilio do governo federal para sobreviver durante a pandemia. Reis disse que solicitou a prefeitura a liberação de uma cesta básica para cada um dos ambulantes da cidade, mas segundo ele, poucos estão recebendo.

A ambulante Rosilene Maria da Silva, de 50 anos, moradora do Jardim Santa Rosa, em Caraguatatuba, disse que está indo trabalhar todos os dias nas praias da região norte da cidade.

“A gente tem que sobreviver, buscar ganhar dinheiro para pagar o aluguel, água e luz. Recebi em dois meses uma parcela do benefício do governo federal e uma cesta básica da prefeitura. Se não trabalhar, não terei como manter a família”, disse.

Rosilene disse que no feriado aumentou muito a presença de banhistas nas praias, mas as vendas estão muito fracas. Ela disse que está muito preocupada como coronavírus, mas que trabalha com máscara e evita aglomerações.

 

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