Caraguatatuba causa animal

Conheça a história de superação de Maria Vitória, uma cachorrinha “cadeirante”

Uma cachorrinha, sem raça definida, que viva pelas ruas de Caraguá, foi atropelada. Estava grávida e ficou paraplégica. Ai apareceu um anjo em sua vida, a  professora de educação física Carla Lindemann, que cuidou dela até o final da gravidez e acabou adotando o animal. Carla bancou as sessões de fisioterapia e conseguiu um peticar, uma espécie de cadeira de rodas. Hoje, a cachorrinha se movimenta pelas ruas, praças, jardins e praias com muita alegria

Maria Vitória com um “amiguinho” brincando na praia

 

Por Salim Burihan

Maria Vitória, uma fêmea, de raça indefinida, de cerca de quatro anos, é uma cachorrinha muito especial. Ganhou esse nome por superar todas adversidades.

A cachorrinha vivia pelas ruas do bairro do Sumaré, em Caraguá. No dia 31 de maio de 2015, o animal que não tinha dono e nem um lar, foi atropelado por um carro.

Um detalhe interessante: a cachorra estava grávida. Logo após o acidente, ela foi resgatada por Claudete de Vita, uma moradora do bairro. A cachorrinha  ficou gravemente ferida.

Claudete de Vita e Carla cuidando de Maria Vitória logo após o atropelamento em 2015

Maria Vitória sofreu uma grave lesão na coluna, sua medula foi comprimida, com o impacto do atropelamento. Em estado grave, Maria Vitória foi encaminhada à Clínica Melhores Amigos, em São Sebastião.

A médica veterinária Drª Juliana Criscuolo, especialista em ortopedia, que mora em São Paulo, foi quem atendeu Maria Vitória.

Doze dias após o atropelamento, precisamente, no dia 12 de junho de 2015, a médica fez uma cirurgia em Maria Vitória. O atropelamento não afetou e nem colocou em risco a gravidez da cachorrinha.

A cirurgia foi um sucesso, mas Maria Vitória ficou tetraplégica, sem movimento nos membros posteriores. Veja que situação, grávida e paraplégica.

Foi nesse momento, que apareceu uma pessoa de extrema bondade na vida de Maria Vitória, Carla Lindemann, formada em educação física, que morava no bairro do Sumaré e decidiu “adotar” a cachorrinha e se transformou em sua “cuidadora”.

A cachorrinha foi levada para São José dos Campos onde acabou tendo oito filhotes, mas apenas cinco deles sobreviveram.

Maria Vitória amamentando os filhotes, mesmo paraplégica

Maria Vitória cuidava dos filhotes, mesmo tetraplégica. Sem poder se movimentar, se mantinha sempre em uma posição que facilitasse a amamentação dos filhotes. Foi uma supermãe.  Os filhotes foram doados para amigos de Carla.

Para custear as despesas da cirurgia em São Sebastião, que custou cerca de R$ 2 mil, Carla fez várias rifas e contou com a colaboração de muita gente.

Carla ficava incomodada em ver Maria Vitória sem poder andar, sempre se arrastando e com muita dificuldade.

Ela passou a pesquisar se existia algum meio de fazer com que Maria Vitória pudesse novamente se locomover, algo como uma cadeira de rodas, por exemplo.

Ficou sabendo que existia uma empresa que fabricava “peticar”, uma espécie de “cadeira de rodas” para animais.

O aparelho custava cerca de R$ 700,00. Carla foi atrás e conseguiu sensibilizar o  fabricante que acabou recuperando uma cadeira antiga e doou para Maria Vitória.

Mesmo com o peticar, Maria Vitória precisava de sessões de fisioterapia para poder fortalecer seus membros e reduzir as dores que sentia desde o atropelamento. Também, com a colaboração de amigos, a cachorrinha fez o tratamento.

Com o peticar, Maria Vitória passou a se locomover. No começo foi difícil a adaptação, mas com o passar do tempo e a dedicação de Carla, Maria Vitória passou a se locomover pelas calçadas, praças, jardins e praias.

Veja o vídeo de Maria Vitória brincando na praia com seus amiguinhos:

 

Carla passeando com Maria Vitória que usa o peticar

 

 

Maria Vitória saí todos os dias para passear, em companhia dos outros cachorros adotados por Carla. A cachorrinha, mesmo cadeirante, tem uma vida feliz e se tornou muito conhecida na cidade. Tem até perfil no Facebook. Com amor e dedicação Carla fez Maria Vitória “sobreviver”.

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