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CDP de Caraguatatuba não registra casos de covid-19

Foto: SAP/Divulgação
A Secretaria da Administração Penitenciária  (SAP) informou que não existe nenhum registro de coronavírus no CDP(Centro de Detenção Provisória) de Caraguatatuba.
O CDP abriga cerca de 1.200 presos. As visitas de familiares foram suspensas no local, desde o dia 20 de março, como medida de prevenção a disseminação do novo coronavírus.
Segundo a secretaria, também não existe nenhum caso de agente penitenciário infectado pelo vírus. A secretaria informou ainda, que um dos agentes, que se encontrava afastado de suas funções, por pertencer ao grupo de risco, teria testado positivo.
De acordo com a Secretaria da Administração Penitenciária, todo servidor com suspeita ou diagnóstico para COVID-19 está devidamente afastado sob medidas de isolamento em sua residência, conforme orientações do Comitê de Contingência do coronavírus e a Secretaria acompanha seu quadro clínico, fornecendo todo o suporte necessário para sua recuperação.
Sindicato

Um levantamento divulgado pelo Sindicato dos Funcionários do Sistema Prisional do Estado de São Paulo (Sifupesp) indica que já há casos confirmados de novo coronavírus entre trabalhadores de pelo menos 41 das 176 unidades prisionais paulistas. De acordo com a entidade, 126 funcionários do sistema prisional já ficaram doentes e nove morreram.

Entre os casos confirmados, 27 foram na região metropolitana de São Paulo, assim como duas das mortes. A unidade com maior número de casos é a penitenciária masculina de Tupi Paulista, na região oeste do estado, com 12 ocorrências da covid-19 entre os funcionários.

Duas mortes foram confirmadas ontem, quinta(14). Os óbitos ~dos dois detentos, que estavam internados em hospitais sob tratamento da doença, foram registrados na Penitenciária de Junqueirópolis e na Penitenciária II de Presidente Venceslau, ambas parte da Coordenadoria de Unidades Prisionais da Região Oeste do Estado, a mais atingida pela pandemia da COVID-19

Sobre a contaminação entre os detentos, o Sifupesp cita os dados do Departamento Penitenciário Nacional (Depen), que indica que ao menos sete presos morreram e 16 foram confirmados com a doença. Há ainda 69 suspeitas de novo coronavírus entre detentos no estado.

O sindicato reclama da falta de condições para reduzir o contágio dentro das unidades prisionais do estado. “Além de equipamentos de proteção individual (EPIs), faltam álcool gel e outros itens de limpeza para prevenção ao contágio, e nas unidades onde há muitas vezes os insumos não são em quantidade suficiente”, denuncia a entidade em nota.