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Covid: Camelôs transformam máscaras no principal produto de venda

 

A partir do momento em que o Estado decidiu exigir a obrigatoriedade do uso de máscaras e multar quem não utiliza o acessório cresceu o número de camelôs vendendo o acessório nos centros comerciais das cidades do Litoral Norte.

 

A multa estabelecida pelo Estado é pesada para o cidadão e para as empresas: R$ 500,00 para a pessoa que for localizada sem o acessório e R$ 5 mil para o dono de estabelecimento que manter funcionário ou cliente sem o equipamento em seus estabelecimentos.

 

A maioria dos camelôs trocaram os tradicionais produtos conhecidos como “ching ling”, por máscaras, que tudo indica sejam “made in China”. Boa parte dos ambulantes veio da capital e atua na clandestinidade. Segundo afirmou um eles, na capital o mercado está saturado, por isso, optaram em vender o produto no Litoral Norte.

 

Na praça Cândido Mota, a mais movimentada de Caraguatatuba, podem ser encontrados vários deles vendendo máscaras. Cada uma delas custa R$ 5,00 e estampam marcas como Nike, Tommy Hilfiger, entre outras.

 

Máscaras de “grife” e de clubes de futebol

 

Tem, também, as máscaras com estampas de clubes de futebol. As do Corinthians são as mais vendidas, segundo os camelôs. Os  jovens camelôs contam que trabalhavam em academia, mas como elas permanecem fechadas, vendem o acessório para sobreviver.

 

Henrique Santos Almeida, de 21 anos, disse que é professor de educação física e que dava aulas de natação em São Paulo, ficou desempregado e há três semanas vive do lucro que obtém com a venda do acessório.

 

Ele disse que vende em média 40 unidades por dia e lucra R$ 1,00 em cada uma das máscaras que vende. “Em São Paulo a concorrência está muito grande, por isso, vim fazer a venda em Caraguatatuba”, contou.

 

Henrique Santos Almeida, de 21 anos, faz bico para sobreviver vendendo máscaras

Outro jovem, Guilherme Donato, de 21 anos, também disse que dava aulas em uma academia que fechou na quarentena. “Tenho que pagar a mensalidade da faculdade, por isso, estou vendendo às máscaras”, justificou.

 

Guilherme afirmou que vende entre 70 a 90 acessórios por dia. As que mais vendem são as que estampam marcas famosas. Quem mais compra são as mulheres. Ele está alojado na casa de veraneio da família.

 

O ambulante Dino Santos, de 57 anos, do bairro da Enseada, em São Sebastião é outro que decidiu investir na venda de máscaras. Ele disse que antes vendia bolsas, trazidas da capital, mas que o produto de maior consumo no momento é a máscara.

 

O ambulante Dino Santos, de 57 anos, de São Sebastião, trocou a venda de bolsas pelas máscaras

 

“Tudo indica, que com a obrigatoriedade e as multas estipuladas pelo estado, as vendas devem crescer muito mais. Dino disse que recebe uma cesta de alimentação pelo Cras de São Sebastião.