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Denunciadas pelo Gaeco, 20 pessoas são condenadas em São José dos Campos

Ação é resultante da Operação Boate Azul, que mirou em integrantes de organização criminosa

Na última terça-feira (11/8), a Justiça de São José dos Campos condenou 20 pessoas denunciadas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) no âmbito da Operação Boate Azul. Por associação ao tráfico de drogas, os réus receberam penas que variam de quatro a dez anos de prisão. Na ação, duas pessoas foram absolvidas, uma faleceu durante o processo e mais seis ainda respondem na Justiça em razão de desmembramento dos autos. Já em ações instauradas em razão de prisões em flagrantes, outras cinco pessoas foram condenadas, assim como 11 dos 29 traficantes originariamente denunciados.

A primeira fase da Operação Boate Azul, deflagrada em outubro de 2016, visou a desarticular um grupo criminoso que dominava há anos o tráfico de drogas na zona sul de São José dos Campos, sendo chefiado por membros da facção criminosa Primeiro Comando da Capital. Durante as investigações houve a apreensão de aproximadamente 500 quilos de drogas — na sua maioria pasta base de cocaína, fuzis e mais de R$ 2 milhões em dinheiro.

A segunda fase teve início em outubro de 2017 com o oferecimento de denúncia contra 30 policiais civis em São José dos Campos, um ex-policial civil, uma advogada e outras quatro pessoas pela prática de crimes como organização criminosa, tráfico de drogas, extorsão e corrupção.

Entre 2018 e 2019, o MPSP obteve a condenação de 19 policiais civis, uma advogada e dois traficantes. A instituição recorreu das absolvições de dez policiais civis. Os processos estão em segunda instância aguardando julgamento.

Em outra frente, atuando em conjunto com a Promotoria do Patrimônio Público de São José dos Campos, o Gaeco ajuizou em outubro de 2018 ação de improbidade administrativa contra os 30 policiais civis. Já em setembro de 2019 foi oferecida denúncia por lavagem de dinheiro contra sete pessoas, havendo o sequestro judicial de 12 imóveis que valem mais de R$ 4 milhões. O processo tramita na Justiça de São José dos Campos.