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Famílias descobrem troca de corpos durante velório em Caraguatatuba

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Uma família de Caraguatatuba registrou um boletim de ocorrência na noite de ontem, terça-feira (19), após constatar que o familiar que seria sepultado no Cemitério Bela Vista pertencia a outra pessoa.

 Segundo o boletim de ocorrência, a família de S.C., só teria percebido que se tratava de outra pessoa, após checar, durante o velório, que a pessoa que estava sendo sepultada não possuía uma cicatriz de uma recente cirurgia feita de hérnia.

 A história é realmente incrível e envolve três corpos. No caso do sepultamento de S.C., que morreu de causas naturais, a família recebeu o corpo e acionou a funerária para o sepultamento ocorrer às 16 horas.

 O corpo foi trajado com roupas fornecidas pela família. O atestado de óbito constava a morte de S.C.. Acontece que durante o velório, as pessoas estranharam e suspeitaram que não se tratava de S.C..

 Os filhos decidiram então procurar evidências de que se tratava ou não de S.C.. Foi então que decidiram verificar se o corpo tinha a cicatriz da operação de hérnia feita recentemente. E, confirmaram que o corpo não era de S.C., o corpo era de “J.”.

 O corpo de S.C. tinha sido enterrado às 11 horas da manhã, por outra família, no lugar do sepultamento de “J.”, que havia falecido de Covid-19. Como o caixão estava lacrado, como determina as autoridades sanitárias, a família não pode fazer velório e nem saber se era “J.” quem realmente teria sido sepultado.

 A confusão ainda não terminou. Apesar de toda a documentação garantir que tratava-se do sepultamento de  “J.”, não foi o corpo dele que foi sepultado. Era de outra pessoa, que o cemitério não soube informar, pois após a abertura da urna os familiares reconhecerem que se tratava de outra pessoa, a funerária retirou o corpo do local.

 Os filhos de “J.” ficaram mais surpresos ainda quando após deixarem o cemitério onde foram acompanhar o sepultamento, receberam a informação de que o corpo do pai ainda não teria sido liberado pela Santa Casa. A liberação do corpo de “J.” teria ocorrido apenas na noite de ontem, terça-feira (19).  “J.” foi sepultado, às 11 horas da manhã de hoje, no Bela Vista.

 Outra confusão, o corpo de “M.”, que também morreu de causas naturais, foi encaminhado ontem, terça (19), para o cemitério Bela Vista, o sepultamento seria às 16 horas. Familiares que aguardavam o sepultamento de um parente, alertaram a direção do cemitério que aquele corpo não pertencia a família.

 O enterro de  “M.” estava previsto para ocorrer no cemitério municipal e não no cemitério Bela Vista. Após a família perceber o erro, o corpo  foi removido ao cemitério municipal.

 Confusão

 A Casa de Saúde Stella Maris foi procurada e encaminhou uma nota oficial sobre o caso:  “Logo que teve ciência do ocorrido, tomou todas as medidas necessárias para regularizar a situação. O hospital informa ainda que instaurou uma sindicância interna para apurar o fato.​”

Segundo informações, quem libera, identifica e fornece o atestado de óbito dos corpos após falecimento na Santa Casa é a direção do hospital. As funerárias cuidam apenas do sepultamento.

 A Prefeitura de Caraguatatuba, por meio da Secretaria de Saúde, foi informada ontem à noite sobre o ocorrido e solicitou a diretoria da Casa de Saúde Stella Maris a abertura imediata de sindicância para apurar o caso.

Segundo a prefeitura, a Vigilância Sanitária do município determina as unidades hospitalares e segue protocolos do Ministério da Saúde quanto aos corpos suspeitos ou confirmados pela Covid-19, como higienização, identificação por parte de um familiar devidamente paramentado, identificar o corpo com nome, número do prontuário, número do Cartão Nacional de Saúde (CNS), data de nascimento, nome da mãe e CPF, utilizando esparadrapo, com letras legíveis, fixado na região torácica, colocação do corpo em dois sacos com zíper e armazenamento na geladeira até a chegada da funerária.

Atualização/21/05/2020 – 10h21

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