Cidades São Sebastião

Gleivison denuncia ao MP suposto superfaturamento pela prefeitura na compra de cestas básicas

O vereador Gleivison Gaspar(MDB) protocolou denúncia no MP(Ministério Público ) de São Sebastião contra suposto superfaturamento nos preços dos produtos da cesta básica distribuída pela prefeitura local aos moradores durante a pandemia do novo coronavírus.

Segundo ele, vários produtos pagos a empresa RC Nutry Alimentação Ltda, que venceu a licitação para fornecimento da cesta básica, estão com preços bem acima dos encontrados nos supermercados da cidade.

Nas notas fiscais que foram anexadas na denúncia, segundo ele, existem a comprovação da diferença entre produtos adquiridos da empresa pela prefeitura e os praticados no comércio local.

Pelo achocolatado, de marca pouco conhecida,  adquirido da RC Nutry a prefeitura pagou R$ 5,17  a unidade de 200 gramas, sendo que, Nescau e Toddy com 400 gramas nos supermercados da cidade custam em média R$ 5,79.

O preço do óleo também é bem superior . Pela unidade adquirida da RCNutri a prefeitura pagou R$ 6,76. O mesmo produto nos supermercados da cidade o preço varia de R$ 4,19 a R$ 4,29. O leite em pó da RC Nutry custou R$ 13,75, já nos supermercados da cidade, R$ 11,49.

Gleivison disse suspeitar que apenas no superfaturamento do achocolatado e do óleo, a prefeitura teria pago R$ 110 mil a mais.

O vereador é pré-candidato a prefeito pelo MDB sebastianense

“Isso é inadmissível. Todos os produtos superfaturados. Cesta básica é para a população mais necessitada. Não vai ficar barato isso. Além do MP vamos levar a denúncia ao MPC(Ministério Público de Contas) e as outras esferas”, afirmou o vereador.

Prefeitura

Procurada, a prefeitura não se manifestou sobre a denúncia protocolada pelo vereador. A prefeitura também não informou quantas cestas básicas foram adquiridas desde o início da pandemia e nem o valor pago até agora.

Não conseguimos contato com a empresa RC Nutry Alimentação Ltda. A empresa é a mesma que fornece a merenda nas escolas de São Sebastião. Em março, a empresa demitiu 200 merendeiras que prestavam serviço no município. Segundo justificou a empresa, na época, a dispensa ocorreu por conta do Novo Coronavírus.

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