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Homem investigado na “Operação Código de Ética” morre em troca de tiros com a PM

Mais um dos investigados na Operação “Código de Ética” morre após resistir ao cumprimento do mandado de prisão expedido pela justiça. Dois bandidos já morreram por tentarem evitar a prisão trocando tiros com a PM. A operação deflagrada na manhã de terça-feira(11) tem como objetivo prender pessoas ligadas ao tráfico de drogas em Caraguatatuba, São Sebastião e Ubatuba.

Wellington Maximino Figueira Rocha, de 24 anos, vulgo “cegoinha”, um dos investigados na Operação Código de Ética”, morreu na noite de ontem, após troca de tiros com a polícia militar em uma pousada no bairro da Martim de Sá, em Caraguatatuba.

Na manhã de terça-feira, ele havia conseguido fugir do Baep durante cumprimento de um mandado de prisão expedido pela justiça. “Cegoinha” teria deixado o bairro do Olaria, onde morava e fazia o tráfico de drogas.

Na noite de terça, uma denúncia anônima forneceu à PM o seu paradeiro. Ele estaria escondido em uma pousada no bairro da Martim de Sá. A PM foi até o local, ele teria resistido a prisão e disparado contra os policiais.

Na troca de tiros ocorrida dentro da pousada, “Cegoinha” acabou sendo baleado e ferido. O SAMU foi acionado, mas ele acabou morrendo no local. Foi o segundo investigado na operação que morreu ao resistir a prisão por policiais militares.

Em São Sebastião, na manhã de ontem, uma das pessoas investigadas, Itamar Francisco Vargem, vulgo “drácula”, morreu também durante uma troca de tiros com a PM.

Segundo a PM, ele teria impedido a entrada da polícia em sua casa para o cumprimento do mandado de prisão. Ele teria disparado contra os policiais e acabou morrendo na troca de tiros que ocorreu na Estrada da Praia Brava, próximo a Maresias.   .

Operação

Comandante da PM, André Luiz Paes; promotor Renato Queiroz de Lima; delegado seccional, Múcio Alvarenga; e, delegado federal Gilberto Antônio de Castro junior

A operação “Código de Ética” iniciada na  terça-feira(11) no Litoral Norte é considerada  a maior operação de combate ao tráfico de drogas já realizada na região. A operação já prendeu já prendeu 36 pessoas ligadas ao tráfico de drogas em Caraguatatuba, Ubatuba e São Sebastião.

A força tarefa conta a participação do promotor Renato Queiroz de Lima; do delegado seccional, Múcio Alvarenga; do delegado federal, Gilberto Antônio de Castro Junior; e do comandante da PM na região, André Luiz Paes.

Segundo o promotor Renato Queiroz, tudo começou a partir dos flagrantes envolvendo prisões por tráfico de drogas registrados em Caraguatatuba a partir de 2019.

A partir daí, o MP(Ministério Público) conseguiu levantar que a droga geralmente era trazida de Campinas. Uma delação premiada feita por uma traficante permitiu ao MP identificar uma organização criminosa que agia na região.

O MP pediu a participação da Polícia Federal nas investigações e o apoio das policiais civil e militar. A justiça autorizou o cumprimento de 48 mandados de prisão e 64 de busca e apreensão.

A operação teve inicio às 3h30 da manhã desta terça-feira. Mais de 200 policiais participaram dela em Caraguatatuba, São Sebastião, Ubatuba, Campinas e Taubaté. A ação contou com o apoio do helicóptero da PM e de cães farejadores.

Dos 48 mandados de prisão, 36 deles foram cumpridos, entre eles, a prisão do líder do tráfico, C.C.S., vulgo “Miguel”, “Belo” ou “Veio”, preso pela Policia Federal, no bairro Jardim Nova Europa, em Campinas e do  vereador e advogado Flávio Nishiyama, em Caraguatatuba, denunciado e preso preventivamente, acusado de associação criminosa.

Flávio foi preso em sua casa, no bairro do Indaiá, pela Polícia Federal. A prisão dele foi acompanhada pelo presidente da OAB(Ordem dos Advogados do Brasil) em Caraguatatuba. Ele foi encaminhado ao CDP de Caraguatatuba.

A força tarefa não tem ainda um balanço geral da operação deflagrada nesta terça-feira, mas foram apreendidos cinco armas, 15 celulares, R$ 16,7 mil reais e moedas estrangeiras, entre elas, pesos colombianos. Foram apreendidos ainda vários automóveis, entre eles, carros de luxo, pertencentes aos integrantes da organização  criminosa presa.