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Jovens vêem carreiras impactadas pós-covid

Pesquisa realizada pelo Nube mostra como os mais novos enxergam o impacto da crise no futuro profissional
O mercado de trabalho vem tentando se adaptar às mudanças provocadas pela pandemia do novo coronavírus. Entretanto, uma dúvida capaz de deixar muitos profissionais incertos é como será o futuro, depois do fim da crise? Pensando nisso, o Nube(Núcleo Brasileiro de Estágios) fez uma pesquisa e questionou: “com o fim da pandemia, sua carreira ainda será impactada?”. No total, 16.900 jovens entre 15 e 29 anos participaram.

O estudo foi realizado em junho e para 34,2% (ou 5.784) dos entrevistados, a concorrência aumentará muito e as exigências também. De acordo com a recrutadora do Nube, Marianne Lisboa, a orientação é investir em habilidades e técnicas complementares para seu ramo. “É preciso verificar os aspectos mais procurados no setor de atuação do candidato e fazer um auto questionamento de como estão os conhecimentos nos principais temas do cotidiano corporativo. Vale lembrar como cursos de idiomas, softwares e projetos voluntários aliados a uma boa comunicação sempre serão diferenciais importantes”, sugere.

Segundo outros 26,2% (4.425) participantes, ficará mais difícil conseguir uma vaga na área de formação. “Apesar do impacto da crise, é importante entender como cada nicho terá perspectivas diferentes. Por isso, acompanhar as notícias é essencial. Enquanto alguns segmentos estão diminuindo o número de colaboradores, outros estão em pleno vapor”, explica a especialista. Entretanto, se a pretensão é justamente em um dos mercados mais afetados, vale lembrar: “bons talentos sempre são necessários e quanto mais investimento for aplicado em capacidades, melhor isso será para o currículo”.

Na visão de 16,2% ou 2.735 deles, a dificuldade em encontrar uma colocação “depende, para quem buscar mais conhecimentos fora da sala de aula, não”. “Muito se fala atualmente das profissões do futuro e como muitas delas ainda não existem. Quando um estudante ingressa no universo empresarial, ele também começa a perceber como a prática se difere da teoria da sala de aula. Portanto, é importante entender as novidades do mundo dos negócios, pois torna-se necessário, além de aprender, também “desaprender”, ou seja, estar aberto a mudanças e ser mais flexível com a transformação”, orienta Marianne.

Já 11,8% (2.001) discordam e garantem: sempre há muito espaço para novos profissionais. O estágio e a aprendizagem abrem muitas portas para os mais novos, mas isso não necessariamente garante um lugar para quem não se prepara. “Apesar desses tipos de vagas não exigirem experiência, é necessário mostrar iniciativa. Afinal, ninguém pretende contratar um indivíduo desinteressado. Por isso, é crucial entender como  a falta de vivências anteriores não está ligada à ausência de sabedoria, então se preparar é fundamental”, explica a recrutadora.

Outros 11,6% (1.955) vêem o momento como passageiro e disseram: “o mercado voltará a ser como antes”. Entretanto, Marianne alerta como os estabelecimentos e instituições terão debates sobre o futuro. “Durante esse tempo desafiador, algumas formas de trabalho, como o home office, por exemplo, foram evidenciadas. O vital é entender como diversas discussões surgiram e ainda irão vir a partir disso. O universo organizacional em si está em constante movimento. Algumas inovações demoram, outras são rápidas, mas adaptações sempre surgem conforme a demanda”, defende.

Nesse sentido, se preparar para o “novo normal” é essencial. “Percebemos como é importante aliar-se à tecnologia e como existem ferramentas facilitadoras para isso. Essa época pode ter sido um grande desafio emocional para muitos. Desse modo, buscar práticas de autoconhecimento para entender melhor nossas potencialidades e limites será sempre um passo imprescindível para a nossa saúde mental”, conclui.

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