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Prefeita de Ubatuba contradiz especialista da Unesp e nega lesões por mordida de tubarão

A prefeita de Ubatuba, Flavia Pascoal (PL), publicou um vídeo em suas redes sociais, no domingo (21), afirmando que a mídia e especialistas não dizem a verdade. Segundo a Prefeita, não foram ferimentos causados por tubarão nos dois casos registrados no mês de novembro em Ubatuba.

No vídeo, Flávia comenta que chegou a essa suposição após conversar com a filha da senhora, M. R. L, de 79 anos que sofreu uma lesão na panturrilha na Praia Grande no domingo (14) e afirma: “conversamos com a filha da senhora que caiu na praia e quando levantou estava cortada. A filha da senhora disse que a mãe dela estava com água para baixo da metade do joelho e quando veio uma onda, ela caiu. Assim que levantou, estava cortada. Tinha muitas pessoas em volta e ninguém viu peixe algum” diz a prefeita.

A gestora municipal também nega o caso ocorrido na Praia do Lamberto, quando um turista francês foi ferido na perna por mordida de tubarão em 3 de novembro. “Com relação à praia do Lamberto, o turista que foi cortado lá, não condiz com mordida de tubarão. Que fique claro, para as pessoas não ficarem apavoradas. Venha a Ubatuba, desfrute do nosso turismo. Venha a Ubatuba desfrutar das suas belezas”, conclui em sua fala, no vídeo.

Ao pontuar as belezas naturais da cidade, Flavia Pascoal, expõe a preocupação de que os incidentes ocorridos nas praias do município podem afastar a chegada de turistas e afetar as atividades turísticas e econômicas de Ubatuba

Os dois casos ocorridos em Ubatuba foram confirmados pelo especialista em tubarões e pesquisador da Unesp (Universidade Estadual de São Paulo), Otto Bismarck Gadig. A pedido do Instituto Argonauta, Gadig emitiu uma nota técnica com o parecer positivo à mordida de tubarão após análise das imagens das lesões, formato dos ferimentos, presença de marcas de dentes e depoimento das famílias.

O Portal Tamoios News enviou e-mail para a prefeitura de Ubatuba para saber se algum especialista teria sido contatado para assegurar a conclusão negativa pronunciada no vídeo pela prefeita, Flávia Pascoal, mas até a publicação desta reportagem, não houve resposta à solicitação.