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Relatório da SOS Mata Atlântica aponta aumento de quase 30% na devastação entre 2018 e 2019

Ilhabela mantém 94% de vegetação nativa

Um relatório divulgado pela Fundação SOS Mata Atlântica nesta quarta-feira(27),  data em que se celebra o dia nacional da Mata Atlântica, mostrou que entre 2018 e 2019, o bioma perdeu 145 quilômetros quadrados, um aumento de quase 30% em comparação com o período anterior.

Segundo o relatório, da área original de 1,3 milhão de quilômetros quadrados, espalhados por 17 estados, restam apenas 12%. “O desmatamento aumentou nos mesmos lugares, infelizmente, onde já havia atividades ilegais que já foram levadas à Justiça”, disse Mario Mantovani, diretor de Políticas Públicas da SOS Mata Atlântica.

Em São Paulo, são 2,3 milhões de hectares de Mata Atlântica, que significa 10% da área territorial do estado, 68% dela preservada. Entre 2018 e 2019 foram desmatados 43 hectares de Mata Atlântica no estado de são Paulo. Entre 2017 e 2018 foram desmatados 96 hectares.

O monitoramento, feito há 30 anos pela Fundação SOS Mata Atlântica com dados de satélites do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), aponta que os estados de Minas Gerais, Bahia e Paraná têm as maiores áreas de destruição florestal.

Relatório

Em 2019, o desmatamento em todo o Brasil resultou na perda de 12 mil quilômetros quadrados de vegetação nativa. A maior destruição, com mais de 60% do total, foi na Amazônia.

O Cerrado vem em segundo lugar. Em área desmatada, o número um do ranking é o Pará (299 mil hectares), seguido por Mato Grosso (202 mil ha) e Amazonas (126 mil ha).

O Relatório Anual do Desmatamento no Brasil foi feito a partir dos dados do MapBiomas Alerta, iniciativa que reúne universidades, ONGs e empresas de tecnologia. O relatório, divulgado nesta semana, analisou alertas gerados pelo Inpe, pelo Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) e Universidade de Maryland, nos Estados Unidos