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Revolução Constitucionalista de 1932 marca a luta dos paulistas pela democracia

Movimento realizado contra o autoritarismo do governo federal da época exigia a convocação de eleições e a promulgação de uma constituição

Em 9 de julho é comemorado em todo o Estado de São Paulo a Revolução Constitucionalista de 1932. Considerada como a data cívica mais importante do estado, foi determinada como feriado civil em 1995 para registrar a revolta ocorrida contra o governo autoritário de Getúlio Vargas e a luta popular em favor dos direitos civis, da convocação de eleições e da promulgação de uma constituição.

O movimento é considerado uma resposta paulista à Revolução de 1930, em que foi extinta a autonomia dos estados para determinar seus representantes, garantida por leis da época. A revolução foi o primeiro grande levante contra a administração federal vigente e o último conflito armado do País.

O estopim para o movimento ocorreu em 23 de maio daquele ano, quando um grupo de estudantes tentou invadir um clube de apoio ao regime ditatorial em protesto contra as intervenções impostas a São Paulo. Tropas getulistas reagiram ao ato e quatro jovens foram brutalmente assassinados: Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo. As mortes inspiraram a criação do movimento clandestino MMDC, cujo nome faz referência às iniciais dos nomes dos quatro estudantes.

O descontentamento com o governo federal cresceu e a revolução recebeu intenso apoio popular. Mais de 200 mil voluntários lutaram em defesa de São Paulo nos quatro meses de combates. A Força Pública paulista, atual Polícia Militar, esteve à frente da revolta popular e em defesa dos direitos democráticos.

Em 9 de julho, as forças paulistas tomam o Estado e marcham para a Capital (Rio de Janeiro). Em 2 de outubro, na cidade de Cruzeiro, os combatentes foram contidos pelo exército federal.

Embora tenham perdido a luta armada, a Revolução atingiu objetivos políticos dos paulistas. Em 1933 foi nomeado um interventor civil e paulista para o cargo de Governador do Estado de São Paulo e foram realizadas as eleições para a Assembleia Nacional Constituinte. Neste ano também foi criada a Justiça Eleitoral e, pela primeira vez, as mulheres puderam votar em eleições nacionais no Brasil. Em 1934 foi promulgada a nova Constituição Federal.

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