Porto São Sebastião

Conheça Vitor Costa, o novo presidente das Docas de São Sebastião

Novo presidente da Cia Docas de São Sebastião (CDSS) é da área Portuária

Por Daniele Murillo

Vitor João de Freitas Costa, 50 anos, é o novo Presidente da Companhia Docas de São Sebastião (CDSS), ele assumiu o cargo no dia 5 de julho. Natural de Santos – SP, é filho de Portuário, casado e pai de Sophia, 18 anos e Guilherme, de 14 anos. Tem formação no direito e também no magistério. Além de advogado, atuou alguns anos como professor de universidade, porém, sua maior experiência é mesmo na área portuária. Sua ligação com o setor vem de família, além do pai, seus irmãos também atuam na área. Apaixonado pelo mar e suas possibilidades, o novo presidente tem grande afinidade por São Sebastião. Desde pequeno vinha com sua família e lembra que, naquela época, era necessário esperar a variação da maré para atravessar determinados pontos da cidade.

Sobre sua trajetória profissional na área portuária, já trabalhou em agência de navegação e também já teve sua própria importadora, o que lhe trouxe uma vasta experiência com importação e exportação. O novo presidente enfatiza que a sua missão é ajudar e buscar melhorias para o setor, afinal, ele já esteve por muitos anos do outro lado e comenta que muito do que as pessoas estão solicitando hoje, eram questões que ele mesmo solicitava na época em que estava à frente da sua empresa de importação.

Vitor explica que a operação portuária é muito complexa, “dependemos de várias autoridades, desde a autoridade alfandegária, a Polícia Federal, à própria autoridade portuária” e por isso existem muitas situações a serem resolvidas para os usuários do sistema portuário. Seu foco na atual gestão é a movimentação de cargas, visto que hoje temos filas de espera no Porto de Santos e aqui é necessário ir atrás, convencer os importadores/exportadores que a nossa operação é viável. Segundo o novo presidente, tais diferenças acontecem devido a inúmeros fatores, tais como preço, a impossibilidade de operação via Tamoios aos finais de semana e a falta de uma ligação direta com o Porto.

Para ele, São Sebastião tem inúmeras vantagens quando falamos em operações portuárias, como por exemplo, estar próximo do Vale do Paraíba, um dos grandes polos industriais do Brasil. Outra vantagem de extrema importância é ter um calado natural há 300 metros do berço (lugar onde o navio é atracado), algo que nenhum outro porto no Brasil possui.

Seu intuito é trazer operações que tenham a vocação do nosso Porto, minimizando possíveis impactos e agregando valores para a região. Salienta ainda a questão da geração de empregos e o crescimento econômico que as operações portuárias trazem para a cidade. Ele cita que uma única operação envolve aproximadamente uma média de 1.000 pessoas, direta ou indiretamente, sem contar nos valores, que ficam na faixa de R$300 mil, em média, por cada embarque realizado.

 

2 Comentários

  • Gostaria de saber se tem emprego no porto de São Sebastião?
    Quero muito morar aí em São Sebastião. O emprego é para meu filho e marido. Eles tem bastante experiência em logística.

  • Creio que o maior desafio para o novo presidente será conseguir a aprovação da ampliação do porto de São Sebastião, pois existe fortíssima oposição vinda de ambientalistas, autoridades políticas da Ilhabela, etc.
    Na minha opinião, o futuro econômico de São Sebastião está umbilicalmente ligado à ampliação do porto que irá gerar muitos empregos diretos e indiretos para a cidade. Mas o desafio será fazer a ampliação de forma que minimize a interferência na Natureza e tem de haver um planejamento muito bem feito no impacto social na cidade para que tenha infraestrutura necessária para suportar tal impacto. A ampliação do porto, atrairá muitas empresas de serviços e refletirá na ampliação da rede hoteleira, no comércio da cidade, área de ensino, não só no aumento de estabelecimentos, mas também na qualidade destes. Obrigatoriamente será necessária uma revisão na lei de zoneamento da cidade e até na delicadíssima questão do gabarito dos imóveis.
    Também será necessário um estudo profundo das necessidades futuras de infraestrutura das áreas de água/esgoto, fornecimento de energia elétrica, telefonia/internet, etc, para que tudo esteja compatível com as novas demandas que virão.
    Um enorme desafio, mas entendo ser a única alternativa para que a cidade deixe de ser uma grande produtora de desempregados como hoje infelizmente é. é preciso estancar a saída das melhores cabeças de hoje que acabam procurando melhores opções de emprego nas cidades do Vale do Paraíba e Grande São Paulo, principalmente recém formados, já que aqui as opções são muito limitadas.

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