Polícia São Sebastião

Polícia vai ouvir, nesta segunda (8), novas testemunhas para tentar esclarecer morte de arquiteto em São Sebastião

Arquiteto foi morto por golpes aplicados em sua cabeça, por material contundente, ainda não localizado pela polícia

A Polícia Civil de São Sebastião prossegue as investigações para tentar esclarecer a morte do arquiteto e ex-policial militar Welsey Augusto Sant’Ana, conhecido como Lelo, 39 anos, que foi assassinado na madrugada de sábado (6), em sua casa, no Varadouro, em São Sebastião.

Lelo foi morto a pauladas por um objeto contundente ainda não localizado pela polícia. O arquiteto sofreu várias pancadas na cabeça e morreu devido ao traumatismo craniano, conforme apurou o IML(Instituto Médico Legal) de São Sebastião.

A polícia irá ouvir, nesta segunda(8),  várias pessoas, entre elas, parentes de Lelo. A polícia descarta a possibilidade de Lelo ter sido morto por possível vingança contra sua atividade de policial militar. Ele foi policial militar até 2008.

Segundo consta, também estaria sendo descartado pela polícia, qualquer tipo de vingança pela atividade que Lelo vinha exercendo como chefe de seção de Obras Particulares na Secretaria de Obras da Prefeitura de São Sebastião.

A polícia trabalha na hipótese dele ter sido vítima de latrocínio ou de outro tipo de crime. Com relação ao latrocínio, se estranha o fato de os possíveis ladrões terem levado apenas dois celulares e a arma do arquiteto.

A polícia acredita que através das pessoas que serão ouvidas nesta segunda (8) podem encontrar novos caminhos para as investigações e chegar ao autor ou autores do crime, que abalou profundamente a comunidade sebastianense.

O arquiteto teria sido sepultado no final da tarde de sábado 6), no cemitério de São Sebastião, ele deixou mulher e duas filhas.

Crime

O crime teria ocorrido por volta das 3h30 da madrugada de sábado, quando Lelo teria retornado de um barzinho.

Segundo informações dadas pela sua mulher à polícia, teria havido uma agitação e muito barulho, naquela madrugada, na parte inferior da família e onde lelo se encontrava no momento do crime.

A mulher assustada com o barulho teria pedido ajuda aos vizinhos. Um dos vizinhos teria ido até o local e encontrou o arquiteto, bastante ferido, em um sofá.

Lelo, que trajava apenas uma cueca, de cor branca, estava com a cabeça caída sobre um dos “braços” de madeira do sofá. Havia muito sangue espalhado pelo local. Imediatamente, o vizinho teria acionado o resgate e a Polícia Militar.

O arquiteto chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos graves ferimentos e morreu, quando estaria sendo removido para o Hospital de Clínicas de São Sebastião.

A polícia civil constatou que foram levados da casa dois celulares e uma arma calibre 380, que era de propriedade da vítima. Nada mais teria sido levado.

Foi constado pelo IC(Instituto de Criminalística) que uma porta lateral da cozinha, havia sido forçada. Por essa porta, podem tem adentrado à residência os possíveis autores do crime.

O IC também descartou a hipótese de que o arquiteto tenha sido morto a tiros. Na sala onde Lelo foi morto, não foram encontradas cápsulas de armas de fogo.

A polícia não encontrou nenhuma testemunha, que percebeu ou viu a movimentação de pessoas estranhas nas proximidades da casa do arquiteto, durante a madrugada de sábado.

Também não foi localizada, até agora, nenhuma câmera de monitoramento nas proximidades da casa, cujas imagens poderiam ajudar a polícia nas investigações.

Lelo ocupava o cargo de chefe de seção de Obras Particulares na Secretaria de Obras da Prefeitura de São Sebastião. Ele também foi policial militar na cidade até 2008.

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