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Vigilância Epidemiológica fará varredura em Barra do Una onde atriz Camila Pitanga contraiu malária

Teste feito pela atriz Camila Pitanga. Reprodução Instagram

A Secretaria de Saúde de São Sebastião fará na quinta-feira(20) uma ação para constatar se existem novos casos de malária em moradores de Barra do Una, que residem próximo a casa onde a atriz Camila Pitanga cumpre a quarentena. Em 2015, o jornalista Pedro Bial, da TV Globo, também, contraiu malária na costa sul sebastianense.

No início de agosto, Camila e sua filha Antônia, de 12 anos, contraíram a doença. A malária foi constatada no Hospital das Clínicas, em São Paulo. Camila e a filha foram medicadas e passam bem. A atriz permanece na região.

Camila suspeitava de covid, mas era malária

Na quinta-feira(20), a Vigilância Epidemiológica de São Sebastião fará uma varredura em um raio de 500 metros da casa onde a atriz se encontra. Segundo a prefeitura, três casos da doença já foram confirmados este ano na cidade, todos em bairros da costa sul. No ano passado foram dois casos e, em 2018, também, dois casos da doença.

Bial

Pedro Bial contraiu malária na costa sul em 2015. Foto: Reprodução Redes Sociais

Camila Pitanga não é a única “global” a contrair a malária no Litoral Norte. Em 2015, o jornalista Pedro Bial, da TV Globo, também contraiu a doença quando esteve na região.

Bial contraiu a malária, segundo consta, em agosto de 2015, quando esteve na costa sul de São Sebastião para resolver assuntos particulares.

O jornalista, na época com 57 anos e apresentador do programa Big Brother Brasil, esteve em região de mata atlântica e também teve febre e calafrios.

Após os primeiros sintomas, Bial passou por dois hospitais do Rio de Janeiro até conseguir confirmar o diagnóstico de malária.

Casos

De acordo com o Centro de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado da Saúde que monitora o cenário de inúmeras doenças, inclusive da malária, em 2020, até o mês de junho, houve apenas 2 casos autóctones.

Em 2019, foram 12 casos no decorrer do ano, sendo cinco deles no Litoral Norte. Em 2018, a região registrou nove casos, nenhum deles resultou em morte.

Segundo o Centro de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado da Saúde, São Paulo segue todas as recomendações do Ministério da Saúde em relação à prevenção e tratamento da doença.

Medidas de proteção individual – direcionadas especialmente à população que reside em regiões tropicais ou subtropicais, ou viajantes – integram a utilização de roupas que protejam pernas e braços, telas em portas e janelas, uso de mosquiteiros e de repelentes.

.Os sintomas mais comuns da infecção são febre alta, calafrios e dor de cabeça, por exemplo, e o tratamento considera o quadro clínico de cada paciente.