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Crônica sobre o Porto de São Sebastião: A assombração do Pequeá

Foto do Arquivo Histórico de São Sebastião

Em 1939, quando começou a ser construído o porto de São Sebastião, as pedras eram dinamitadas numa rocha em Ilhabela que era conhecida como Itapema. Era uma grande formação rochosa que descia em direção ao mar separando o Saco da Capela da Vila.

Muitas chatas foram usadas para trazer as pedras até o local onde foi construído o porto, uma delas acabou fundeada na praia da frente e foi usada durante muitos anos como trampolim pelas crianças que mergulhavam no local.

Mas na época das explosões começaram boatos de que à noite quem passasse pelo local ouvia pedidos de socorro, algumas pessoas chegaram a falar que poderia ser a assombração de alguém que teria morrido durante a obra.

Anos mais tarde começou a ser construído um prédio no local, mas esse empreendimento ficou abandonado por muitos anos. E novamente as pessoas começaram a falar que o local era assombrado.

Finalmente depois de muito tempo construíram um hotel nessa área, e hoje em dia ninguém lembra mais dessas histórias.

Depois da construção do Porto de São Sebastião houve um deslocamento e uma mudança na dinâmica das águas do canal e por isso um trecho da Praia do Perequê em Ilhabela foi devorado pela maré.

Crônica de Maria Angélica de Moura Miranda